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COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

A crise econômica e consequências políticas, por Manoel Afonso

13 março 2015 - 13h15
‘DAY AFTER’ Divulgada a Lista de Janot, veio o desabafo do senador Delcídio pelas especulações desgastantes na campanha eleitoral . Mas ele evitou o confronto, não citou Azambuja e nem Antônio João, os maiores predadores de sua imagem na TV.

VIDA NOVA As compensações financeiras – via justiça – não reverterão os prejuízos políticos. Só amenizam a bronca, massageiam o ego lavando a honra. Claro, é uma questão personalíssima, que não admite palpites de quem quer que seja.

INEGÁVEL: O prestígio do senador está em alta no Planalto. A escolha para presidir a ambicionada Comissão de Assuntos Econômicos prova isso. Cicatrizadas as feridas, ele vai se reinserindo no contexto alinhavando seus projetos. A vida como ela é...

DESGASTES André perdeu politicamente. Reinaldo poderá provar do mesmo veneno ao insistir na cobrança da taxa de inspeção veicular. Qualquer instituto de pesquisa comprovaria: a opinião pública é contra essa herança do governo anterior.

A QUEDA da arrecadação é real. Reflete no governo e em nós. A inflação estrangulou o orçamento; qualquer real faz falta. A procura pela gasolina mais barata, por exemplo, tem provocado uma verdadeira peregrinação pelos postos das cidades.

O DESAFIO de Reinaldo continua sendo aquele compromisso de campanha em adotar mecanismos para tornar os preços os combustíveis mais baratos. Essa inquietação nas lideranças do setor pode desembocar naturalmente na Assembleia Legislativa.

BOA VONTADE Não tem faltado aos deputados na apreciação dos problemas da atual administração. O próprio deputado Rinaldo, líder do Governo, reconhece. Mas diante do dinamismo da política, é inadmissível que essa ‘lua de mel’ não tenha fim.

IMPRESSIONA, mas negativamente! Com o país sendo sacudido pelas manifestações de insatisfação, nossos deputados estaduais se mantém anestesiados. Ora! Não há como separar os temas nacionais do nosso dia a dia. Ou seriam eles estrangeiros?

INFELIZMENTE a nova legislatura começa com os vícios da anterior. Temas atuais, de suma importância, que poderiam trazer dividendos eleitorais, são ignorados. Indago: mas os deputados são seriam – em tese – os representantes e voz do povo?

A TRIBUNA Ela ainda parece atemorizar alguns deputados. E pensar que ao longo da história dos povos, ela simboliza o espaço de luta, reivindicações e criticas. Parlamento sem debate de ideias acaba perdendo sua essência, própria da democracia.

ESTRANHO Com seu partido (PP) envolvido até o pescoço na ‘Lava Jato’, o ex-prefeito Bernal continua se movimentando. Estaria ele inelegível ou não? Há quem garanta que isso só seria questionado pelos adversários no momento certo.

LEMBRA o advogado André Borges, craque em direito eleitoral, que Bernal estaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa embora o TSE tivesse deferido sua candidatura ao senado. Por consequência, admite que Bernal terá problemas para 2016.

AGUARDEM Os membros da comissão presidida pelo deputado Amarildo poderão conferir as entranhas dos acertos indenizatórios junto a Cesp pelas inundações da Usina de Porto Primavera. A questão: será que tudo foi feito corretamente?

MEMÓRIA Sete municípios da região perderam suas melhores terras devido a inundação. O impacto ambiental grave, pois 80% do lago fica do nosso lado; a geração de energia diminuta. É a 3ª. hidrelétrica mais ineficiente do mundo. Pode?

PROCEDE Ligado ao agronegócio, o deputado Marcio Fernandes lembra: o Estado – além de oferecer vantagens fiscais aos investidores, deve divulgá-las. Citou sua ação junto a Cocamar ( Cooperativa de Maringá) que está investindo mais aqui.

A PROPÓSITO: Corre solta a tese de que MS seria um dos destinos alternativos de algumas empresas por conta da crise hídrica de São Paulo. Claro, cabe ao Governo aferir as reais vantagens sociais/econômicas que elas trarão ao Estado.

GUERREIRO Boa a imagem do deputado na Assembleia por conta de seu estilo. É simples e de visão prática sobre todos os assuntos. Preocupado, admite: essa crise econômica de Três Lagoas não será resolvida a toque de caixa. Tem toda razão.

A PERGUNTA: Qual seria mesmo a prioridade atual para a Petrobras? Cobrir os rombos, redirecionar seus planos de pesquisas, de extração de petróleo, concluir a refinaria de Pernambuco ou essa fabrica de Três Lagoas? Complicado.

JR. MOCHI Não tem sido fácil superar os desafios diários à frente do parlamento estadual. Conhecedor das leis, sabe: não pode avançar o sinal. Como político, tem que ter habilidade para se livrar das armadilhas e pegadinhas em seu caminho.

NA PRESIDÊNCIA deságuam todos os interesses dos deputados, políticos em geral e de vários segmentos da sociedade. Uma loucura que daria um bom livro de memórias. Mas isso não se revela publicamente. Fica por conta da imaginação do leitor.

SUJOU! Se a imagem dos nossos políticos não era das melhores, com o advento da ‘Lava jato’ piorou de vez. O noticiário mostra com detalhes a falta de escrúpulo dessa gente insaciável. Não há distinção de partidos: eles são absolutamente iguais.

O BRASILEIRO pergunta: diante das denuncias, a justiça – via STF – se vergará aos interesses do Palácio do Planalto para proteger alguns envolvidos? Esse encontro do ministro Dias Toffoli com a presidente Dilma repercute negativamente. De leve...


“No Brasil a justiça é eficiente: na condenação do pobre e absolvição do rico”




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