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COLUNA

Na Lata!

Adriano Moretto

Líder da prefeita faz, na Câmara, papel que deveria ser de secretário de Governo

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

22 maio 2020 - 00h04

Máscaras – Requerimento de vistas apresentado pelo vereador Bebeto (PTB), líder da prefeita de Dourados, Délia Razuk (PTB), foi aprovado na sessão de quarta-feira suspendendo a votação, em segunda, do projeto criado pela Mesa Diretora da Câmara obrigando o uso de máscaras pela população. 

Estendido – A discussão sobre o assunto envolveu diversos parlamentares e durou aproximadamente 1h. Ao final, 11 vereadores foram favoráveis ao adiamento da votação e cinco contrários, com duas ausências, a vereadora Daniela Hall (PSD) e Idenor Machado (PSDB).  

Cutucada – A articulação do líder da prefeita na Câmara para suspender a votação do projeto das máscaras em Dourados terminou num elogio público a Bebeto feito pelo presidente, Alan Guedes (PP), seguido de uma ‘batida colocada’ no secretário Municipal de Governo, Celso Schuch. 

Na Lata! – “Reconheço o esforço do vereador Bebeto, você tem exercido papel de liderança com muita galhardia e o cumprimento por isso. Se tivesse um secretário de Governo fazendo as atribuições [articulação] da Secretaria de Governo, o senhor poderia tirar um pouco do fardo que carrega e carrega bem, por sinal. Talvez por isso, ninguém sinta falta do secretário”, disparou Alan. 

Será? – Para justificar o voto favorável ao pedido de vistas, o vereador Junior Rodrigues (PTB) se posicionou como se não morasse em Dourados. Ao falar que a população local está se ‘conscientizando sobre a gravidade’ da pandemia usando esse argumento para a não obrigatoriedade do uso de máscaras na cidade, ele ignora o levantamento de isolamento social de ontem, que mostrou apenas 39% dos moradores locais aderindo à essa medida de segurança contra o coronavírus.

Acessibilidade – A prefeitura de Dourados ‘comemorou’, com direito a nota oficial e tudo, o fato de ter disponibilizado, depois de aproximadamente dois meses, uma interprete de libras nas transmissões da coletiva de imprensa. 

Passou – Depois de muita polêmica e discussão, o projeto de lei do Executivo que unifica a alíquota previdenciária dos servidores estaduais em 14% foi aprovado em segunda votação na Assembleia de Mato Grosso do Sul por 16 a 7. 

Mudança - Mudaram votos em relação ao debate de quarta-feira os deputados Marçal Filho (PSDB), que agora se posicionou contrário à proposta e os deputados Coronel David (sem partido) e Lídio Lopes (Patriota), votando favoráveis ao projeto encaminhado pelo governo do Estado. 

 

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