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Manoel Afonso

Eleições: Dourados ainda é coadjuvante

15 julho 2022 - 08h17

JÚLIO CAMPOS: Aos 75 anos de idade, após a experiência de transplante de fígado em 2017, o ex-governador de Mato Grosso disputará a Assembleia Legislativa. Julinho iniciou na política em 1972 ao se eleger prefeito de Várzea Grande; dep. Federal (1978,1986, 2010); governador (1982) e senador em 1990. O senador Jaime Campos (71) já pediu licença do cargo para coordenar a campanha do seu irmão. 
 
OSTRACISMO: É o maior fantasma dos políticos que passam pela vida gravitando no poder. O caso de Júlio Campos é mais um dentre tantos homens públicos que temem o anonimato da vida de simples mortais, sem embalagem, longe dos holofotes. Ao não cultivarem o convívio social e familiar, eles ficam sem amigos quando deixam o poder.  

ALENTO:  Antes, a média etária do Congresso Nacional era alta. Nas eleições de 2018 houve o sopro de rejuvenescimento. Mas a proporcionalidade ainda está em ritmo de descompasso: 436 homens, 77 mulheres. Agora com a ajuda da mídia influenciadora e devido a realidade social, a representação feminina tende a crescer. É a oxigenação do debate parlamentar. 

LUZ PRÓPRIA: Nos seus primeiros 100 dias de gestão na capital, a prefeita Adriane Lopes já imprimiu seu estilo de trabalho, sem que isso signifique qualquer tipo de ruptura. O elogios se justificam pela forma como ela supera turbulências, fazendo do diálogo e firmeza suas armas principais. Suas boas relações com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) são vistas como positivas junto a opinião pública. Sinal verde.   

FUNDERSUL: Nas redes sociais o ex-governador Zeca do PT fala da infraestrutura que viabilizou em 2000 com o asfalto nas rodovias Antônio João a Bela Viva, Bela Vista a Caracol e a BR 267, Sidrolândia a Maracaju, Mundo Novo a Japorã, Amambai a Coronel Sapucaia, Caarapó, Bataguassu a Santa Rica; Chapadão do Sul a Costa Rica e Chapadão a divisa de Goiás (BR 060).

OBSERVAÇÕES: José A. Felício, ex-secretário da fazenda do Governo Pedrossian  já tinha formatada o projeto do Fundersul e o repassou ao Secretário Paulo Bernardo que negociou  com os deputados a sua aprovação válida por 3 anos. Depois alterações ocorreram na lei. O sucesso foi tal que o Governador Dante Oliveira copiou/implantou o Fundersul no Mato Grosso.  

NA ASSEMBLEIA: A pressão da classe ruralista foi enorme na votação da Lei do Fundersul. Mas era a ‘bala de prata’ do Governo do PT para reverter o estado ruim das rodovias deixadas pelo Governo Wilson B. Martins (MDB).  A conservação das rodovias e estradas rurais e a expansão da malha só tem sido possível com a arrecadação   proporcionada pelo Fundersul. 

O CASAL:  Roberto e Dione Hashioka prontos para mais uma batalha eleitoral. Desta vez ele tentará a Assembleia Legislativa (‘União Brasil’), ela a Câmara Federal (Podemos). Bons perfis. Na bagagem dele 3 mandatos de prefeito de Nova Andradina e vários cargos públicos. Ela, participativa, deputada estadual por 2 mandatos. Em 2018 não se elegeu mas obteve 21.754 votos. Ambos com chances reais. 

CIDADES ÓRFÃS? A tradicional região do Bolsão (chamada agora de Costa Leste) sem representantes na Assembleia Legislativa? Pelo visto sim! As suas lideranças estão comprometidas com candidatos de fora, por vínculos partidários e outros interesses. A  atual geração de políticos longe de repetir – por exemplo - as performances de Valdomiro A. Gonçalves e Ramez Tebet. 

NEBULOSO: Esse adjetivo define o quadro político de Dourados. Ainda visível o rescaldo do último pleito municipal. Qual o real poder de fogo do prefeito Alan Guedes (União Brasil) e do vice-governador Murilo (União Brasil) em transferir votos e decidir a eleição na majoritária principalmente? Novos nomes teriam tutano para superar os atuais deputados estaduais candidatos à reeleição?

NAS URNAS: Votação total e em Dourados dos deputados estaduais eleitos em 2018 tendo a cidade como base eleitoral: Marçal Filho (PSDB): 25.437 votos, (Dourados-19.021 votos); Renato Câmara (MDB):33.291 votos, (Dourados-9.375 votos); José C. Barboza (PP):27.492 votos, (Dourados-7.455 votos); Neno Razuk (PL): 19.472 votos, (Dourados-6.846 votos;) Zé Teixeira (PSDB): 30.788 votos, dos quais 6.562 votos em Dourados. 

OUTROS FATORES: A participação nas chapas majoritárias é um deles. Pelo seu colégio eleitoral a cidade deverá ter nomes para vice-governador e suplência ao senado. Impossível minimizar a importância eleitoral de Dourados. Seu barulho ecoa em mais de 20 cidades ao seu redor. Mas uma vez mais, pelos erros e desencontros, a cidade será apenas coadjuvante. Não há como ser diferente. 

DIFERENTE?  Nem sempre o discurso nacional se amolda a realidade estadual. Em 2018 candidatos se deram bem na ‘Carona Bolsonarista’. Quem não se elegeu deixou sementes para 2022. Do alto do mirante vemos algumas pré-candidaturas com esse perfil e que podem estar equivocadas na pretensão de usufruirem dos ‘respingos’ do Palácio do Planalto. 

PETISTAS: Ao contrário de 2018 os pré-candidatos esperam surfar no favoritismo do PT ao Palácio do Planalto. A bancada estadual pode até aumentar. Em 2018 os 8 candidatos  mais votados foram: Cabo Almi – 21.121 votos, Pedro Kemp – 20.969, Amarildo Cruz – 15.919, Elias Ishy – 8.920, Rose do Acampamento – 2.938, Dionedison Terena – 2.441, Adriano Carteiro – 2.160 – Miro da Online – 2.020 votos.  

O DINAMISMO: Como nas anteriores é possível que essas eleições representem o adeus de nomes tradicionais. Em 2018, por exemplo, o ex-deputado Maurício Piccarelli (PSDB) (8010 votos) não se elegeu, o ex-vereador e ex-deputado Paulo Siufi, (8.649 votos) votos não conquistou sua vaga e o ex-deputado Sergio Cruz (PDT) (1.407 votos) também não se elegeu. Processo natural, sem demérito. 

DESAFIOS: Aos 80 anos de idade, qual o discurso de Londres Machado (PP) junto aos eleitores favoráveis à renovação? Ele busca o 13º mandato. Desafio também para os deputados Evander Vendramini (PP), Lucas de Lima (PDT) e João Henrique (PL) se reelegerem - superando os 12.627 votos, 12.391 votos e 11.010 votos respectivamente - que tiveram em 2018. Conseguirão?

HIPOCRISIA:  A noiva da vez é o ‘ União Brasil’. O fator grana é uma questão que se renova a cada eleição. Apesar da lei e promessas oficiais de fiscalização, muito dinheiro corre solto. Tem candidato que gasta o que tem e às vezes o que não tem.  Nesta hora a gente lembra o ex-deputado Flavio Derzi que admitia sorrindo: “não coloco dinheiro meu em eleição. ”

O LIMITE: Normalmente os candidatos não ficam presos aos limites legais e nem ao prometido dinheiro de seus partidos. Nesta hora é que a ‘grana por fora’ entra no jogo e de forma imperceptível beneficia eleitores através de cabos eleitorais. Portanto, também desta vez a influência financeira pode fazer a diferença. Apenas bons discursos e intenções não bastam.

‘PRA INGLES VER’:  O Brasil é um país surrealista em matéria de legislação. Antes mesmo da promulgação de muitas leis a certeza dominante é que na pratica elas não surtirão os efeitos apregoados. A eleitoral exigindo que os postulantes nesta fase, sejam chamados de apenas pré-candidatos é de uma hipocrisia a toda prova. 

EM FRENTE: Enquanto as convenções partidárias não se realizam, os postulantes (notórios candidatos pelas suas ações e falas) estão a todo vapor  participando de reuniões com características eleitoreiras.  Todos os dias os ‘pré-candidatos’ frequentam a mídia com notícias e fotos, numa prova oceânica de que a guerra eleitoral já começou. Não dá para esconder o sol com a peneira.     

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