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COLUNA

Amplavisão

Manoel Afonso

Corumbá e Dourados preservadas no Hino de Mato Grosso

Amplavisão

14 janeiro 2022 - 07h21

PREVISÕES: Pouco provável que tenhamos uma grande renovação nestas eleições legislativas em nosso Estado. Se não bastasse a falta de candidatos novatos com potencial, já se nota a velha incoerência no eleitorado: parte dos eleitores que falam ou querem a renovação ameaçam votar em branco, anular o voto ou ainda se abster deste direito. 

TALVEZ: Ex-senador Pedro Chaves candidato a deputado federal? Escolheria nova sigla na janela partidária.  Ex-ministro Luiz H. Mandetta tentaria retornar à Câmara? O partido  será do centro. Ouço na coxia que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) poderia sim disputar a Câmara. Início de ano eleitoral é assim, mais especulações do que verdades. 

EM BAIXA: Ex-ministro Ronaldo Fonseca trocou figurinhas com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e saiu convencido: são mínimas as chances de êxito da senadora Simone Tebet nesta aventura presidencial. Temer admitiu; ela não empolga, não agrega, não viaja pelo país. Confirma-se aí as rachaduras no partido do senador Renan Calheiros, aliado de Lula.

PERGUNTAS: O sucesso das candidaturas ao governo local dependeria do enlaçamento com a candidatura presidencial? André Puccinelli (MDB) já bateu no teto nas pesquisas? Eduardo Riedel (PSDB) aumentará a musculatura com as ações do Governo no Estado? Marquinhos Trad (PSDB) mantém a candidatura ou continua prefeito? Qual caminho seguirá a deputada Rose Modesto?
   
CRÍTICA:  A importância de Paranaíba no contexto histórico do Estado foi ignorada na composição da letra do Hino de Mato Grosso do Sul. O ex-vereador  de Paranaíba  Jaime Jeronimo dos Santos acha  injusto omitir o pioneirismo do clã Garcia Leal na ocupação do velho Sul do Mato Grosso. Aliás, Jaime aborda o fato no livro que está escrevendo sobre a história de Paranaíba. Interessante essa abordagem.

NOSSO HINO: Vale lembrar, foi composto poucos dias antes da instalação do Estado. Musicado por Radamés Gnattali, escolhido por concurso promovido pelo Governo, não conseguiu ser unanimidade por várias razões. Para o amigo sociólogo Paulo Cabral, por exemplo, trata-se de uma canção carente de apelo social e de vínculo direto com a população ou com algum período em que a canção tenha ficado marcada.  

HISTÓRIA: Cultivá-la faz bem! Mesmo após a divisão, Mato Grosso manteve o Hino oficial com a letra inalterada, de autoria de dom Aquino Corrêa em 1923. Mas houve polêmica devido a citação de Dourados e Corumbá no seguinte trecho da letra: “...Dos teus bravos a glória se expande/De Dourados até Corumbá/O ouro deu-te renome tão grande/Porém mais nosso amor te dará! ”

REGISTRO:  Só em 1983, por decreto, após 60 anos da primeira apresentação, o hino foi oficializado pelo Governo. Antes, uma comissão analisou a letra e interpretou que o trecho em questão ressalta a bravura de Antônio João que comandou a colônia militar de Dourados e destaca a coragem de Antônio Maria de Coelho na retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai e que ocupara o cargo de primeiro governador do Estado na fase Republicana. 

ARGUMENTOS  inteligentes da Comissão do Hino: “ O heroísmo destas figuras não diz respeito apenas a Mato Grosso, e sim ao Brasil nas circunstancias por que passava a soberania nacional”. Caiu bem nos círculos políticos e intelectuais cuiabanos a iniciativa do então governador Júlio Campos em sanar a polêmica do hino lançado nas comemorações do bicentenário de Cuiabá e do Estado em 8 de abril de 2019.  

SABEDORIA: Para o historiador Lauro Portela (mestre em história política do Brasil) historicamente existe um laço com as duas cidades citadas na música, mesmo não pertencendo ao território mato-grossense. “Há laços culturais, familiares e relações que fazem parte da identidade do povo e da origem de sua riqueza. A cultura, sem dúvida, ainda une os dois Estados”. Cuiabanos – precisamos aprender com eles. 

SERÁ O BENEDITO? Bolo de arroz, mojica de pintado, Furrundu e bolo de queijo são iguarias cuiabanas. Walter Benedito Carneiro, ex-deputado estadual, ex-vereador de Dourados; esse médico veterinário se deu bem aqui, mas não perde a relação com a terra natal.  Devoto de São Benedito, vai todos os anos no 4 de abril rezar na igreja do santo lá em Cuiabá. Em 2021 foi o ‘festeiro oficial’ do evento religioso.  Aliás, o colega Edson Moraes está ultimando o livro biográfico de Walter que pontuou 80 anos de idade. 

SEM MANCHAS: Arnaldo E. Figueiredo nasceu em Rosário Oeste, ganhou bolsa de estudo para Agronomia em Pelotas (RS) para onde ia de navio. Formou-se em 1914 e em 1917 chegou à Campo Grande para fazer medições de terras e acabou intendente (prefeito) duas vezes. Eleito governador em 1947 governou até 1951; renunciou para disputar o senado, sendo derrotado por Silvio Curvo. Aqui implantou colônias rurais que deram origem a várias cidades e idealizou a primeira ligação Campo Grande Coxim. Faleceu em 1991 aos 99 anos de idade. Em 1989 tive um bom papo com ele –  lúcido por sinal.   

CUIABANO: Vicente Vuolo, nascido em 03/10/1929 - falecido em 20/05/2001. Advogado, delegado de polícia promotor de justiça, procurador da república, deputado estadual em 1958 e prefeito de Cuiabá em 1962. Em 1966 se elegeu deputado estadual e em 1974 deputado federal. Com a divisão do Estado foi eleito senador em 1978 para o mandato de 4 anos onde defendeu a ferrovia São Paulo Cuiabá. Foi sucedido por Roberto Campos que sacudiu o Mato Grosso com grandes obras graças ao seu prestígio no exterior e em Brasília.   

ROBERTO CAMPOS:  Cabeça iluminada. Não era parente de Júlio Campos. Veio direto de Washington para se eleger senador de Mato Grosso em 1982, derrotando Garcia Neto e Vicente B. Neto. Mas em 1990 ao invés de disputar a reeleição candidatou-se a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Eleito, foi reeleito em 1994. Em 1998 disputou o Senado e perdeu para Saturnino Garcia por 5% dos votos. Em 2001 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, e veio a falecer em 09/10/2001 aos 84 anos de idade. 

CUIABANO da gema, Roberto Campos foi a estrela das eleições de 1982. Afinal era economista, professor, escritor e diplomata conceituado. Consul em Washington onde concluiu Economia e pós graduação. Ajudou a criar o FMI e o Banco Mundial. Fez parte da assessoria econômica de Getúlio Vargas que criou a Petrobras e no Governo JK criou o BNDES. No Governo Castelo Branco foi Ministro do Planejamento, um dos idealizadores do FGTS, Banco Central, Estatuto da Terra e do BNDES. Foi fundamental para o progresso do Mato Grosso com obras financiadas pelo Governo Federal,  

FRASES de Roberto Campos: Para a esquerda brasileira, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado. A ‘Terceira Via’ é incompetência para praticar o capitalismo e covardia para aplicar o socialismo. O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar. Não me iludi com o totalitarismo de esquerda por um raciocínio simples. Deus não é socialista. Criou os homens profundamente desiguais. 

VIAJANTE-1: Ir ao exterior é parte agradável da atividade parlamentar. O ex-senador Rachid S. Derzi, por exemplo, integrou comitivas oficiais à 36 países: Suécia, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha, Inglaterra, Líbano, Síria, Egito, Jordânia, México, Estados Unidos, Dinamarca, Paraguai, Bolívia, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Bélgica, China, Turquia, Japão, Tailândia, Irã, Rússia, Polônia, Romênia, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Hungria, Hong-Kong, Bulgária, Togo e Filipinas. 

VIAJANTE-2: Dagoberto Nogueira (PDT); famoso pelas noticiadas 40 viagens ao exterior, 22 delas com toda a família, usando a cota de passagens do trecho Brasília-Campo Grande. Os destinos com direito a gastos de locomoção, hospedagem e alimentação foram Paris, Milão, Buenos Aires e Nova York. Implicado no episódio ‘Farra das Passagens’, o deputado disse ao Jornal Nacional que os dados divulgados estavam errados e que teria ido 20 vezes no máximo.  MS ficou ciscando e MT voou alto por conta de Roberto Campos e cia. Taí a diferença! 

SORRIA: Antes da execução no ‘paredão’ numa ilha comunista do Caribe, o padre se aproxima do condenado para consolá-lo dizendo: “filho, vim trazer a palavra de Deus para você. ” Argumenta o condenado: “ Pura perda de tempo seu padre – Em instantes vou falar com ele – A propósito, o senhor quer que eu leve algum recado seu? ”


PILULAS DIGITAIS: 

Procuro agiota com Alzheimer.

Não dá para negar que o réveillon foi contagiante, né?

A lição: Os políticos roubam enquanto o reciclador de lixo devolve o dinheiro achado. 

Inflação atinge 10,6%, ultrapassa Ciro, Moro, Dória e se consolida como a terceira via.  (José ‘Macaco’ Simão)

O diabo é um otimista, se acha que pode tornar as pessoas piores do que são. (Karl Krtaus)

O otimista acha este o melhor dos mundos. O pessimista tem certeza. (J.Robert Oppnhelmer)

Tantas dúvidas com a vacina, mas quando a Pfizer lançou o Viagra sequer leram a bula...

Brasil – o país não é tão grande assim; os homens é que são pequenininhos. (Millôr Fernandes)

O mundo não será salvo pelos caridosos. Mas sim pelos eficientes. (Roberto Campos)

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