O Globo
A cooperação entre as autoridades de EUA e Suíça na investigação do escândalo de corrupção envolvendo Fifa, dirigentes e empresários de marketing esportivo deve resultar em mais prisões. A projeção foi feita pela procuradora-geral de Justiça americana, Loretta Lynch, em entrevista coletiva ao lado de Michael Lauber, procurador-geral suíço, nesta segunda-feira.
Lynch, responsável pelo indiciamento de 14 pessoas em maio deste ano — incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que segue preso na Suíça —, afirmou que as autoridades não chegaram nem à metade da análise das informações que podem comprometer mais nomes do esporte. A procuradora-geral frisou que ainda há a expectativa de todos os presos na Suíça serem extraditados para os EUA.
"As investigações continuam, desde maio já se expandiram. Com base nessa cooperação, antecipamos que vamos realizar novos indiciamentos contra entidades e outros suspeitos. O problema do futebol é global", afirmou Lynch.
Quando a Justiça dos EUA ordenou a prisão de dirigentes e empresários de marketing esportivo, acusados de corrupção na negociação de direitos de transmissão de campeonatos internacionais, as autoridades suíças anunciaram que investigavam, em paralelo, acusações de compra de votos na eleição que escolheu Rússia e Qatar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Lauber declarou que os dois países dialogam constantemente, e que o principal foco da investigação no momento são os crimes envolvendo lavagem de dinheiro.
"Nós e as autoridades dos EUA estamos envolvidos em dois processos diferentes, cada um conduzindo sua investigação, mas parceiros em ambientes diferentes. Vamos atuar em parceria com Loretta Lynch, mas não há um grupo de trabalho conjunto neste momento ", explicou.
Lauber revelou que "ativos financeiros foram apreendidos, inclusive apartamentos nos Alpes Suíços" e que foram identificadas 121 movimentações suspeitas em contas bancárias na Suíça. O procurador, no entanto, não quis determinar o montante exato apreendido, "por motivos táticos".
Segundo Lauber, a quantidade de dados que vem sendo analisados pelas autoridades chega a 11 terabytes, o equivalente a 11.264 gigabites de memória de computador. A título de comparação, um computador comum raramente passa de 1 terabyte de memória no disco rígido.
"Este caso demorará muito mais do que 90 minutos. Não estamos nem perto do intervalo entre o primeiro e segundo tempo. Estamos procurando meios de acelerar o processo, mas temos muita informação para processar", declarou Lauber.
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