O procurador da República, Marcelo Freire, remeterá nesta segunda-feira um ofício à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que determinará a abertura de inquérito contra o Presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A intenção é averiguar se Teixeira remeteu dinheiro ilegalmente para o Brasil, noticiou o jornal Lance.
O dinheiro supostamente enviado para o Brasil, teria sido recebido por Teixeira como suborno por parte da empresa de marketing ISL, para garantir que ela tivesse o direito de transmissão de TV de algumas copas. Quem fez a denúncia foi o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres. Ainda segundo o jornalista, o suborno pago a dirigentes da Fifa chega a US$ 200 milhões, que foram pagos através de empresas fantasmas sediadas no paraíso fiscal de Liechtenstein.
Na década de 90, a empresa de marketing ISL teria pago a alguns membros da Fifa para negociar os direitos de transmissão de televisão da Copa. Os valores chegariam a US$ 200 milhões (cerca de R$ 367 milhões). Ricardo Teixeira e João Havelange estariam entre os que receberam dinheiro da ISL. Teixeira teria ficado com aproximadamente US$ 9,5 milhões (R$ 17,4 milhões), recebidos através da Sanud, que tinha o irmão do cartola como procurador no Brasil.
Os pagamentos feitos pela ISL acabaram sendo investigados pelo Ministério Público suíço, e dessa investigação surgiu uma lista com o nome dos beneficiados. Os dirigentes não contestaram as acusações, e para evitar um processo devolveram o dinheiro, como preveem as leis suíças.
A Sanud transferiu o dinheiro para a RLJ Participações, cujo principal sócio é Ricardo Teixeira, a título de empréstimo. Entretanto esses empréstimos jamais foram amortizados, e a RLJ nunca apresentou resultados que demonstrassem capacidade de pagar esta dívida. No entendimento do procurador responsável pela pedido de abertura de inquérito, isso caracteriza "lavagem" de dinheiro ilegal e não declarado à Receita federal.
As denúncias de Jennings motivaram o presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB) a apresentar uma representação criminal contra Ricardo Teixeira ao procurador geral da República Roberto Gurgel. Depois da avaliação, Gurgel recomendou que o requerimento fosse distribuído a algum procurador da área criminal do Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ), que acabou sendo Marcelo Freire.
Fonte: UOL
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