Tudo leva a crer que ainda não será desta vez. Por mais que tenha ficado dois meses de molho por conta de uma lesão no joelho, Lionel Messi é o grande favorito a erguer a sua quinta Bola de Ouro nesta segunda-feira, às 14h20 (MS), durante a Festa de Gala da Fifa em Zurique, na Suíça.
Neymar viveu a expectativa de estar entre os três primeiros, conseguiu e agora quer um lugar mais próximo de seu grande amigo de Barcelona para, num futuro próximo, conseguir ser o primeiro desde 2008 a quebrar o duopólio do argentino e Cristiano Ronaldo na premiação de melhor do mundo.
Terminar em terceiro tampouco seria um baque para Neymar. Com 23 anos, sua meta é o que vem em 2016: a Copa América Centenário, as Olimpíadas no Rio de Janeiro e a chance de o Barcelona novamente disputar todos os títulos totalmente adaptado o colocam em condições a ter os melhores números da carreira até aqui. Em 2012, quando jogou 66 vezes por Santos e seleção olímpica e principal, marcou 52 gols. Em 2015, já no Barça, chegou aos 46 gols em 62 partidas, tendo participado diretamente dos títulos da Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Copa do Rei. Perdeu as duas Supercopas e a semifinal do Mundial por problema médico ou lesão.
A regularidade faz de Neymar ter mais gols que seus ídolos quando encerraram o ano em que completaram os mesmos 23 anos. Aliás, trata-se de uma diferença considerável: o brasileiro soma 252 (já marcou dois em 2016), contra 169 do argentino (ao fim de 2010) e 128 do português (2008). Mais: Neymar quebrou a barreira dos 30 gols aos 18 anos – e nunca mais diminuiu. Messi atingiu tal feito apenas com 20 anos (e caiu para 22 gols na temporada seguinte), e Cristiano Ronaldo com 22 anos.
Neymar sai em desvantagem quanto ao currículo. Aos 23, Cristiano Ronaldo já havia sido eleito o melhor em 2008 e terceiro em 2007, fora premiações individuais como Chuteira de Ouro e presenças em seleções da Fifa e Uefa e conquistas coletivas como todos os torneios ingleses, Liga dos Campeões e Mundial de Clubes. Messi tinha duas de suas quatro Bolas de Ouro na prateleira, também um segundo lugar, Chuteira de Ouro, vagas nos times do ano de Fifa e Uefa e até prêmio de melhor jogador de Mundial Sub-20. Além de todas as competições na Espanha, Champions, Mundial e Olimpíadas.
O brasileiro na mesma idade não fica muito longe, ainda que apenas tendo duas temporadas e meia de Europa: foi melhor do Brasileirão e Libertadores (2011), Copa das Confederações (2013)... Ganhou até Prêmio Puskas pelo golaço marcado sobre o Flamengo. Em títulos, Copa do Brasil, Paulista (3), Libertadores e Recopa no Santos, todos os possíveis no Barça e mais a Copa das Confederações no Maracanã.
Tudo isto significa que Neymar ainda não atingiu o ápice de sua carreira, mas o momento indica que Messi recuperará o trono perdido para Cristiano Ronaldo nos últimos dois anos.
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Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar disputam o Bola de Ouro - Foto: AP