O São Paulo tem um novo presidente até abril de 2017: Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Antes mandatário interino, ele confirmou o favoritismo na eleição da noite desta terça-feira, dia 27 de outubro, no Morumbi, e venceu Newton Luiz Ferreira, da oposição, com maioria de votos. Agora, ele substituirá Carlos Miguel Aidar, após a renúncia sob denúncias de corrupção. O novo vice-presidente geral do clube será Roberto Natel.
Participaram da eleição 193 conselheiros. Leco teve 138 votos, Newton do Chapéu teve 36 e 19 pessoas votaram em branco. No total, o Conselho Deliberativo do Tricolor tem 240 cadeiras, sendo 160 para membros vitalícios e 80 para temporários.
– A votação expressiva que tive (138 votos) e da qual me orgulho me dá a certeza de que esse é o caminho a ser percorrido. Essa é uma gestão de reconstrução. Os desafios do futuro nos animam. Não vamos ser coniventes com nada lesivo ao São Paulo. Todas as denúncias, absolutamente todas, serão apuradas no foro adequado – disse Leco, em discurso aplaudido.
– Reconstruir o São Paulo significa dar transparência à gestão. Fazer uma gestão austera. Vamos conhecer as pendências, negociar a dívida e recobrar a credibilidade do São Paulo. A credibilidade é algo fundamental para o São Paulo. Precisamos avançar, para inserir o clube no mercado que possa gerar patrocínios, em aspectos negociais e em tudo. Para o torcedor voltar a acreditar. Faz parte da nossa história. Nós nascemos grandes. Muitas pessoas nos consideram arrogantes, prepotentes. Temos toda a razão para nos envaidecermos, nossa história fala isso – completou o novo presidente do Tricolor.
Depois, em entrevista coletiva, Leco falou sobre os primeiros desafios como presidente.
– Acomodar internamente as situações de modo a que não se abram novas feridas e que nós tenhamos discernimento e elevação para tratar dos problemas do São Paulo, que não são pequenos. Somente administração séria, austera poderá enfrentar isso. Vou pegar o pior período, sei disso. Mas o que eu conseguir fazer até abril de 2017 será uma grande conquista – disse.
O pleito ficou sob ameaça de suspensão por conta de uma liminar concedida no Fórum de Butantã, na segunda-feira. Sete conselheiros entraram com uma ação alegando prazo curto entre a renúncia de Aidar (dia 13) e a data da eleição (14 dias). O argumento convenceu a juíza Mônica de Cassia Thomaz Perez Reis Lobo.
Baseado no artigo 85 estatuto do São Paulo, o mesmo usado para conseguir a liminar, o clube entrou com um recurso no Tribunal de Justiça, derrubou a liminar e garantiu a realização da eleição. O pleito foi confirmado por volta das 18h30, uma hora antes da segunda chamada.
– Aqui, dentro do Conselho, faremos a reconstrução do São Paulo. A reconstrução significa pacificar o clube. Não cometi nenhuma irregularidade convocando a eleição para hoje. Fiz por uma razão: o São Paulo, esse gigante, não pode ser administrado provisoriamente. Ele exige uma administração forte – acrescentou o presidente, novamente aplaudido.
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Leco no discurso após ser eleito presidente
(Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)