No basquete brasileiro, quem manda é o Flamengo. Mesmo diante do time de melhor campanha na primeira fase, o clube carioca não tomou conhecimento do Bauru. Venceu a segunda partida da decisão por 77 a 67, neste sábado, dia 30 de maio, em Marília, e sagrou-se tetracampeão do Novo Basquete Brasil (NBB).
Foi o quarto título do Flamengo, o terceiro consecutivo, o que coloca a equipe da Gávea como a maior vencedora da competição nacional. O resultado ainda mantém o NBB com apenas dois campeões na história. Em sete edições, apenas o clube carioca e o Brasília, dono de três conquistas, levantaram o troféu do torneio.
"É uma alegria muito grande, esse foi o mais difícil. Oscilamos muito no campeonato, mas sabíamos do potencial do nosso time. Crescemos no momento certo", vibrou o ala Marcelinho Machado ao Sportv.
"Difícil falar agora alguma coisa. Para quem vê o dia a dia, nosso grupo de trabalho, só eles sabem o que a gente passou nessa temporada. Mérito dos jogadores, a festa é deles. Eles são os melhores mesmo, por isso que a gente conseguiu. Muita gente acha que tem briga por vaidade, mas é porque todos querem ganhar. Todos se respeitam", afirmou o técnico José Neto, comandante do Flamengo nas últimas três conquistas.
Já o Bauru perde a chance de manter os 100% de aproveitamento nesta temporada. O clube conquistou o Campeonato Paulista, a Liga Sul-Americana e a Liga das Américas. Este último título, aliás, dará direito de enfrentar o Real Madrid, campeão da Euroliga, na final da Copa Intercontinental no mês de setembro em São Paulo.
O revés do Bauru na final do torneio nacional também mantém o jejum paulista no NBB. Dono do maior número de representantes na competição (10 dos 16 participantes), o estado de São Paulo nunca conquistou o título do torneio organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB).
A partida deste sábado seguiu a mesma tônica do jogo anterior. O Flamengo controlou as ações com uma defesa agressiva que praticamente anulou as ações ofensivas do Bauru. O time do interior de São Paulo manteve um baixo percentual de arremessos, decisivo para o revés, e só esboçou uma reação no último período, mas sem sucesso.
O primeiro quarto foi um passeio do Flamengo, que nem parecia jogar 'fora de casa' (a partida foi em Marília, já que o ginásio Panela de Pressão, em Bauru, não oferece a capacidade exigida para receber a decisão). A pressão defensiva proporcionou o contra-ataque aos cariocas, que fecharam o período vencendo por 25 a 11.
O nível da partida caiu no segundo quarto e o Bauru equilibrou as ações. Chegou a reduzir a diferença para apenas oito pontos, mas voltou a vacilar no fim do período e viu os cariocas voltaram a ampliar a diferença para 40 a 25.
"Fizemos um bom primeiro tempo, nossa estratégia defensiva está funcionando. É continuar focado, com um jogo intenso", disse Marcelinho Machado.
O Flamengo voltou do intervalo com a mesma intensidade do primeiro quarto e contou com a apatia do Bauru para elevar a diferença. As bolas do Bauru seguiram não caindo, a equipe paulista apresentou uma marcação frouxa e os cariocas colocaram a mão na taça ao abrirem 62 a 39.
O Bauru acordou para a partida apenas no último quarto. Robert Day passou a acertar os chutes de três, marcou 12 pontos no período, a diferença caiu para 10 e 'incendiou' a torcida. A reação, porém, veio tarde. O time paulista ainda perdeu o norte-americano por estourar o limite de faltas e não conseguiu impedir que o Flamengo levantasse mais uma vez o troféu.
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