Dunga precisa construir um time. Mas precisa também de resultados, de preferência, com atuações convincentes. A urgência e a ansiedade que cercam cada apresentação do Brasil crescem como uma bola de neve. Vêm do 7 a 1 da Copa do Mundo, quando Dunga não estava no comando, passam pela Copa América, já com o atual treinador, e ganham ainda mais vigor com a derrota na estreia das eliminatórias. Vencer a Venezuela, de preferência com autoridade, parece o único caminho para que o ar fique respirável na trajetória da seleção.
Dunga já experimentou o que significa pressão na seleção brasileira. Desde os tempos de jogador. E venceu jogos-chave, como será o de amanhã.
Curiosamente, na primeira passagem no comando da seleção, o início das eliminatórias foi o marco do pior momento do técnico, pouco mais de um ano e dois meses após sua estreia. Justamente o período que Dunga começa a atravessar agora. Com um agravante: no ciclo pré-Copa de 2010, o Brasil venceu a Copa América ao bater a Argentina (3 a 0) na final. Em 2015, no entanto, foi eliminado nas quartas de final pelo Paraguai.
Houve momentos em que jogos em casa deram conforto a Dunga. Em 2007, criticada em empates nos dois primeiros jogos fora de casa das eliminatórias, contra Colômbia e Peru, a seleção respirou vencendo o Equador e o Uruguai, no Brasil.
Mas quando nem os jogos em casa serviram para amenizar o clima, a situação se agravou. A partir de junho de 2008, uma derrota para a Venezuela em amistoso foi seguida da derrota para o Paraguai, nas eliminatórias, e do empate em casa com a Argentina. Mais tarde, a derrota nos Jogos Olímpicos ampliou a crise. Uma categórica vitória por 3 a 0, no Chile, parecia acalmar o ambiente. Mas vieram os empates sem gols com a Bolívia, no Engenhão, e com a Colômbia, no Maracanã, este último em outubro de 2008.
MUDANÇAS NO TREINO
Sob pressão, Dunga iniciou a volta por cima em Brasília, nos 6 a 2 em amistoso com Portugal, em novembro. Já em 2009, ele se fortaleceu. Além do título da Copa das Confederações, conquistou vitórias sobre o Uruguai, em Montevidéu, por 4 a 0, e sobre a Argentina por 3 a 1, em Rosário. A vaga no Mundial da África veio com antecipação.
"Cobrança existe sempre. Mas vamos voltar a jogar nosso futebol alegre", afirmou Hulk.
O meia Willian ressaltou que vencer é mais importante do que um placar elástico.
"Vencer por 1 a 0 vale três pontos. E o que queremos são os três pontos", disse.
Willian, no entanto, pode ficar fora do jogo. Ontem, no Castelão, Dunga testou Lucas (PSG) em seu lugar. O time treinou ainda com Filipe Luís na lateral esquerda e Lucas Lima na vaga de Oscar.
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