O presidente do Itaporã Futebol Clube, Tony Montalvão, anunciou nesta segunda-feira (01), a decisão de deixar a direção do time e com isso o mesmo ficará fora do Campeonato Estadual. A falta de apoio do poder público municipal, comerciantes e torcedores, foram motivos citados por Montalvão para a desistência que foi anunciada em coletiva de imprensa realizada na Funed (Fundação de Esportes de Dourados).
Montalvão citou sobre a importante conquista da equipe que conseguiu o acesso para série A do campeonato no período em que esteva na liderança e que mediante isso aguardava apoio já prometido em outros momentos, o que ele afirma que não ocorreu.
No aspecto financeiro, ele cita que vários problemas foram resolvidos desde que esteve na função.
“Pegamos o clube praticamente falido, pagamos as dívidas, pois devia filiação, CBF, comércio local, dívidas trabalhistas e quitamos tudo isso. Clocamos o time para jogar com salários em dia, boa alimentação, bom material e sempre só o que vinha eram promessas de ajuda. O time acabou tendo o acesso, sendo campeão e não veio ajuda nenhuma”, citou.
O presidente conta que para ele, o que mais teria influenciado foi a maneira descomprometida com que o poder público municipal lidava com o setor de esporte e que isso ligado ao conjunto de fatores relacionados a falta de assistência impulsionou a desistência.
“O que mais pesou não foi nem pelo apoio de parte financeira, foi mais pelo desrespeito de como foi tratado o negócio. O prefeito não investia, se atrasava para reuniões marcadas e não tinha respeito. Os empresários falavam que a ajuda ia chegar e nunca chegava, a própria torcida estava desmotivada, e eram apenas cerca de 160 pessoas por jogo e 30 entrava na ‘faixa’ e com tudo isso o desânimo tomou conta da empresa”, diz.
O técnico do time Ney César reafirmou sobre a falta de subsídios para o trabalho e afirmou que mediante ao trabalho que não foi valorizado, houve um desgaste dos profissionais. Para ele, com a classificação alcançada, a parte financeira teria que estar bem preparada, o que não era a realidade e também não havia perspectivas.
“O presidente já vinha pedindo um apoio em todos os sentidos para que o Itaporã viesse forte, o que aconteceu foi que voltamos a primeira divisão apenas com promessas e sabemos que nessa fase é difícil e o presidente vem alertando para isso. Com o projeto que temos hoje fica difícil de dividir despesas, nós sentimos pois o Itaporã foi como um ‘filho’ e é difícil ter que sair da competição por falta de apoio. Esperávamos promessas melhoria em alguns pontos e não ocorreu nada e houve um desgaste com essa situação”, disse.
Quanto ao futuro dos profissionais que atuavam no Itaporã, Montalvão cita que já estão encaminhados no time Misto de Três Lagoas, o qual ele afirma estar com boa preparação de equipe e financeira.
“Nenhum dos jogadores vão ficar desempregados, nem a comissão técnica, eles vão ser remanejados para o Misto de Três Lagoas e que está com um orçamento necessário para tocar um bom campeonato. Essa é uma boa equipe para brigar no grupo, está bem forte”, explicou.
O presidente cita que os trâmites para deixar o time já estão encaminhados, e com isso a possibilidade desse voltar ao campeonato ocorre apenas se alguém se habilitar a assumir a presidência no prazo de menos de 24 horas. Para ele, não há perspectiva de que isso venha a ocorrer.
“O documento da minha renúncia deve chegar amanhã a federação e com isso o time volta apenas se alguém assumir antes disso. Penso que não há ninguém que se habilite, pois nada foi sinalizado até agora”, diz.
Com a medida, o Itaporã fica suspenso por dois anos em qualquer competição nacional. O time havia desistido de disputar a série D do Campeonato Brasileiro em 2014.
A saída da equipe influencia diretamente o Sete de Setembro. O time de Dourados estrearia na competição contra o Itaporã, no estádio Chavinha, no dia 14 de fevereiro, porém, só entrará em campo seis dias depois, diante do Corumbaense, no Douradão. A partida está inicialmente agendada para as 20h.
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