Em uma jogada muito bem articulada nos últimos dias, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) decidiu dar autonomia aos clubes no Conselho Técnico da entidade como forma de esfriar a possível criação de uma liga autônoma dos clubes. A mudança vai ser concretizada nesta quinta-feira, em assembleia geral extraordinária, com presidentes de federações estaduais, mas só poderá ser efetivada provavelmente em 2017, para atender exigência do Estatuto do Torcedor. A partir de então, os clubes vão poder organizar as competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil .
Vão ser os clubes que vão definir sistema de disputa, tabela, fórmula, calendário das competições, regulamento e até horário da transmissão das partidas. Este foi o ponto mais importante aprovado em reunião de cinco horas na tarde desta segunda entre dirigentes da CBF e clubes da Série A do Brasileiro, na sede da confederação. Corinthians e Internacional foram os únicos que não enviaram representantes ao encontro.
Na prática, o fortalecimento dos clubes e a possibilidade real de se organizarem são aspectos que viabilizariam o funcionamento de uma liga informal, mas ainda atrelada à CBF, pois o Conselho Técnico é um órgão da entidade com subdivisões para cada competição. Há, por exemplo, o Conselho Técnico da Série A, hoje formado por dez clubes. Com a reforma do estatuto, os 20 clubes da Primeira Divisão devem integrá-lo.
"Foi a maior conquista dos últimos anos", disse o presidente do Vasco, Eurico Miranda. Outro que se manifestou favorável as alterações foi o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar. "O poder de veto que a CBF tem no Conselho Técnico vai cair. Os clubes passam a ter o comando total dos campeonatos, fora do telhado da CBF. Isso já seria o embrião da criação de uma liga", declarou Aidar.
De acordo com Eurico, a discussão sobre cota de TV vai ser posta na mesa de discussões a partir do agrupamento de clubes no Conselho Técnico. "Isso vem na sequência". Pouco depois, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, foi enfático ao dizer que cota de TV não é assunto de comissão. "Essa questão é inegociável", cravou.
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Foto: Ricardo Moraes / Reuters