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ARTIGO

Atenção professores e dirigentes de escolinhas, por Silva Junior

28 outubro 2015 - 18h20

Esse alerta serve para despertar aqueles que defendem na teoria a forma romântica de enxergar o futebol. Não é fácil a caminhada para quem se aventura na profissão, a trajetória é árdua, inúmeros obstáculos, foco, força, fé, e acima de tudo, coragem. Um ingrediente é indispensável: paciência, presença e união familiar em todas as situações. Recentemente trouxemos duas escolas de renome na área esportiva para observar jovens em Dourados.

Fluminense e Corinthians mandaram olheiros e dezenas de jovens esportistas das categorias 1998/2001, pisaram o gramado do Estádio da Leda – Liga Esportiva Douradense de Amadores.

Em ambos, o número de participantes surpreendeu a todos. No Flu, mais de seiscentos meninos fizeram os testes, tudo gratuitamente; o Timão também não ficou para trás, porém, o clima acabou não sendo aliado da garotada e uma outra data deve ser agendada para vinda do líder do brasileiro, ou seja, do mosqueteiro de Parque São Jorge.

No entanto, alguns questionamentos não podem passar em branco. Primeiro, feliz com o número de presentes representando Dourados e diversos municípios da região e de outros estados como Paraná, São Paulo e até do Paraguai.

Por outro lado, o que me chamou atenção foi o baixo número de aprovados. Tanto o Flu quanto o Timão saíram decepcionados com o baixo índice técnico apesentado pela gurizada. Uma pena, pois temos inúmeras escolinhas e projetos na cidade, bem como em outros municípios, particulares ou mesmo mantido pelo poder público, e algo parece fora do eixo.

Os pais também são culpados por não acompanhar mais de perto o desempenho dos filhos. Momento de todos unir forças e responsabilidades para não deixar para o acaso, aquilo que é seu dever.

Outro ponto, dos poucos aprovados nas primeiras seletivas, muitos não puderam prosseguir com as observações no clube, por falta de condições financeiras para viagem e estadia. Por exemplo, no Fluminense mais de seis meninos não tiveram condições de cumprir as datas pré-determinadas.

O que me chegou de duas escolinhas, Dourados e Rio Brilhante, é que o fator financeiro foi o entrave para novas observações no grupo do Tricolor em Xerém, Duque de Caxias. Quero deixar bem claro que minha função foi apenas organizar, juntamente com nossa equipe (Marajá, Pezinho, Gauchinho, Pingo e outros), ou seja, tão somente os testes.

Contato com os times seria e assim foi, diretamente entre os professores e responsáveis com os profissionais das camisas centenárias.

Espero sinceramente que o poder público olhe com mais atenção para essa garotada, no sentido de promover troca de experiências que venham beneficiar efetivamente na formação cidadã, via de regra, esportiva desses meninos.

Futebol de base é como projeto primeiro emprego, não tem absurdo de salários, onde todo cuidado é pouco para não vender ilusões. A politica na formação de jogador de futebol no Brasil apresenta inúmeras falhas, principalmente pela politica na administração dos clubes.

Uma diretoria ao alçar o poder muda totalmente diretrizes de comando, independente se situação ou oposição, só que a conta acaba estourando no cofre do clube. Muito cuidado, muita atenção. Se a realidade no futebol brasileiro nos grandes centros é cruel, imagina no interior do Brasil. Mato Grosso do Sul então é de chorar. Porém não podemos jogar tudo para o alto. Momento é de grudar as mãos na mesma direção, caso contrário, o cenário ruim como está, tende a piorar.

Professores, pais, dirigentes, responsáveis por pastas esportivas municipais e estaduais, o jeito existe para minimizar a realidade quase falimentar na lapidação de novos talentos. Para isso há um preço a pagar e não estou falando só do financeiro. Dinheiro é essencial, mas é necessário carinho, compreensão e acima de tudo, entender e respeitar as etapas, individualmente.

Nosso índice técnico se mostra abaixo do mínimo aceitável. Lamentavelmente. Para dar a volta por cima, o segredo pode estar num planejamento exequível, desde que sem pressa e poucos palpites.



(Aceita sugestões)



Silva Junior

jornalista/radialista

silvajuniorddos@gmail.com


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