O superintendente de futebol do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou neste sábado, dia 19 de dezembro, que o clube pode abrir mão da Libertadores do ano que vem se as condições para a disputa do torneio não forem mais favoráveis. Ele irá ao Paraguai na próxima terça-feira, ao lado do presidente Roberto de Andrade, para discutir as exigências da diretoria alvinegra.
Segundo Andrés, o Corinthians quer um aumento nas cotas e a autorização para que o clube exponha as marcas de seus patrocinadores nas partidas que faz em casa – apenas parceiros da Conmebol aparecem nas placas.
– Vamos para o Paraguai na terça-feira, e se não aumentar, a gente não disputa não. Entendemos que é ridículo receber mais no Paulista, na Copa do Brasil e no Brasileiro do que na Libertadores – disse o cartola, durante uma campanha para doação de sangue na Arena Corinthians neste sábado.
Atualmente, os clubes recebem US$ 120 mil (cerca de R$ 480 mil) por partida em casa na primeira fase. O Corinthians pleiteia entre US$ 300 mil e US$ 350 mil (entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,4 milhão).
Andrés disse que procurou as outras equipes brasileiras que estão classificadas para o torneio do ano que vem – Palmeiras, São Paulo, Grêmio e Atlético-MG –, afirmou que recebeu apoio, mas que a discussão não será em conjunto.
– O presidente (Roberto de Andrade) conversou com os clubes, está todo mundo com essa ideia. Mas o Corinthians tem mais certeza de não disputar se não aumentarem as costas. Hoje está mais fácil de não disputar.
Não é a primeira vez que Andrés Sanchez reclama das premiações pagas pelo mais importante torneio sul-americano. Em agosto, ao SporTV, o dirigente afirmou que estava fazendo campanha para um boicote brasileiro e criticou Mário Gobbi, ex-presidente do Corinthians, por não ter abandonado a competição em 2013, quando o clube foi punido pela morte do torcedor Kevin Espada em um jogo na Bolívia.
– Eles não estão preocupados com os times brasileiros. Queremos aumentar as cotas e poder colocar os patrocínios do Corinthians no nosso estádio. Disputamos a Libertadores três anos seguidos e ficamos devendo. Eu entendo que a Libertadores é importante, não estou menosprezando, mas hoje o futebol é dinheiro – completou.
A reunião revelada por Andrés acontecerá durante o sorteio dos grupos da Libertadores de 2016, que acontece na próxima semana na sede da Conmebol, no Paraguai.
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Andrés Sanchez durante entrevista neste sábado (Foto: Leonardo Lourenço)