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BELEZA E ESTÉTICA

Óculos escuros em ambientes fechados

15 maio 2020 - 06h00Por www.imo.com.br

Óculos de sol são um acessório prevalente em todas as idades, raças e regiões. Enquanto a maioria das pessoas utiliza as lentes escuras para se protegerem dos reflexos dos raios do sol, outras usam seus óculos por outras razões, que vão além da simples proteção solar. Por isso, às vezes, nos deparamos com indivíduos usando óculos escuros dentro de casa, no local de trabalho, dentro de shoppings centers, em teatros ou outros espaços indoor.

Que razões seriam estas?

Alguns podem estar ocultando deformidades nos olhos ou no rosto, o que pode variar de um olho roxo a algo permanente;

Outros utilizam os óculos escuros para disfarçar sua identidade. Muitas vezes, os óculos de sol escondem a forma ou a cor dos olhos de um indivíduo. Modelos maiores também podem cobrir áreas mais extensas do rosto;

Há também os que utilizam os óculos de sol como forma de intimidar os demais. Isto vai ao encontro do item anterior: os óculos de sol escondem o rosto de um indivíduo que pode estar tentando expressar seu poder, escondendo suas vulnerabilidades emocionais;

Parecer mais elegante ou expressar um ar de “mistério” podem ser outras razões para usar óculos de sol indoor;

Por fim, os óculos de sol também são símbolos de status. Muitos óculos de sol estampam logotipos reconhecíveis de marcas famosas.
Mas além das causas comportamentais, algumas pessoas têm razões médicas – além da proteção solar – para usar óculos de sol dentro e fora de qualquer ambiente, como a fotofobia.

“Algumas pessoas apresentam condições médicas em que a luz provoca desconforto na cabeça ou no olho. Outras evitam luzes brilhantes, mas não sentem dor. Em ambos os casos, estamos falando de fotofobia”, explica o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Um estudo de 2009 analisou 111 adultos e 36 crianças atendidos em uma clínica oftalmológica universitária que foram diagnosticados com fotofobia. A causa para esta queixa não foi determinada na maioria das crianças, mas em relação aos adultos participantes do estudo, a maioria apresentava uma razão médica para a sua sensibilidade à luz. Segundo o estudo, estas razões abrangem:

Os olhos secos
“Esta é provavelmente a causa mais comum de fotofobia. Olhos saudáveis produzem lágrimas para lubrificar a córnea. A falta de lubrificação provoca alterações nas fibras da córnea que podem torná-las sensíveis às luzes brilhantes. No entanto, este problema normalmente pode ser tratado com colírios e lubrificantes específicos”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, (CRM-SP 59.156), que também integra o corpo clínico do IMO.

Enxaqueca
“Um dos sintomas clássicos de enxaqueca, a fotofobia causada por luzes brilhantes pode afetar os portadores da doença de várias maneiras. A luz ou brilho de uma luz fluorescente ou de um reflexo do sol na janela do carro pode disparar entre 30-60% das crises de enxaqueca. Segundo um estudo recente sobre o tema, óculos com lentes rosa podem ajudar esta causa especial de fotofobia”, diz a médica.Pessoas que sofrem com enxaqueca costumam retirar-se para um quarto escuro, puxando as cortinas e colocando seus óculos escuros quando percebem os sintomas da enxaqueca.Tomografias cerebrais já revelaram que o fluxo de sangue medido e a atividade química no cérebro se alteram, durante os episódios de dor de cabeça em geral, mas especialmente no momento em que as pessoas são testadas em relação à sua sensibilidade à luz. “Isto significa que a fotofobia e a fotossensibilidade experimentada durante uma enxaqueca resulta, na verdade, da atividade cerebral, não da atividade do olho. Felizmente, muitos medicamentos estão disponíveis para este tipo de sintomas da enxaqueca”, observa a médica.

Lesão Cerebral
“Apesar de muitas queixas visuais se referirem a dores de cabeça associadas a um traumatismo craniano leve, não é incomum que pessoas que tenham tido uma concussão se queixem de luzes brilhantes e de problemas com brilho, situações que podem ser resolvidas, se receberem o devido acompanhamento médico”, diz Sandra Falvo.

Fonte: www.imo.com.br

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