Movimentos repetitivos realizados no dia a dia podem causar dor e sérios problemas no funcionamento dos membros do corpo. As lesões podem até mesmo ser suficientes para provocar fissuras nos ossos. Ou seja, vale a pena prevenir.
Movimentos repetitivos fazem mal
O esforço ou força empregados em um clique no mouse são muito sutis, a não ser que você esteja em uma situação complicada. Mesmo assim, o simples ato de pressionar o dedo inúmeras vezes pode gerar problemas.
Movimentos repetitivos simples como esse ou digitar, que fazem parte da rotina de muitos trabalhadores de escritórios, bancos, empresas e outros estabelecimentos, podem trazer consequências que afetam a sua saúde.
O termo mais utilizado para designar esse tipo de machucado é lesão por esforço repetitivo (LER), um problema muito relacionado com atividades de trabalho, mas que também pode acontecer em outros ambientes. Postura ruim e má distribuição da força ou empenho ao realizar um movimento são as suas principais causas.
Além disso, exercer os movimentos repetitivos por muito tempo, rigidez causada por temperaturas baixas e estresse estão envolvidos no aparecimento das lesões. Quando há um problema, os sinais são dor, falta de força, coordenação ou mobilidade, ardência e formigamento.
A dor pode ir além do local que realiza o esforço repetitivo e atingir os ombros e as costas. A tensão perto do pescoço também pode se agravar quando há uma lesão. Tendinite e síndrome do túnel do carpo, por exemplo, são causadas pela repetição excessiva.
Ainda há enfermidades que contribuem com o aparecimento de problemas por esforço repetitivo. Gota, esclerose sistêmica, reumatismo, osteoartrite, diabetes e outras estão relacionadas com a predisposição às lesões.
Como lidar com o problema
No Brasil, a lesão por esforço repetitivo é considerada um acidente de trabalho e deve envolver funcionários e empresas na busca de solucionar o problema. Segundo o Ministério da Saúde, as regiões mais atingidas pelo problema são mãos, punhos, ombros e cotovelos.
De acordo o órgão, a rede pública de saúde está qualificada para fazer o diagnóstico correto das lesões por esforço repetitivo através de questionamento sobre as atividades de trabalho e exame físico.
O Ministério da Saúde aponta ainda que o tratamento não é de responsabilidade exclusiva de médicos. Outros profissionais, como fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e psicólogos podem contribuir para um tratamento com técnicas diversificadas.
Alguns medicamentos podem ser prescritos para amenizar os sintomas e contribuir com a melhora, mas há a necessidade de reabilitação dos movimentos e de treinar o membro a fazer o esforço de maneira a evitar lesões. Já procedimentos cirúrgicos não são recomendados em casos de LER por não apresentarem evolução significativa.
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