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SAÚDE BUCAL

Amigo com mau hálito? Saiba como avisar sem constrangimento

22 setembro 2014 - 10h56

Avisar alguém que está com mau hálito é uma das situações mais delicadas que qualquer um pode passar: tanto a pessoa que tem, quanto a pessoa que avisa. Mas é muito importante que alguém toque no assunto. Apesar de ser incômodo e constrangedor, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que quase 40% da população mundial é afetada pelo problema, e a maioria dos portadores não sabem sofrem de halitose.

Se a pessoa for próxima, a situação é até mais fácil de driblar, afinal, é possível, sempre com jeito, abordar o tema, principalmente se se tratar de sua cara-metade. Saiba que pesquisa feita pelo site de namoro ouldliketomeet.me, do Reino Unido, com mais de mil pessoas, constatou que 79% acreditam o mau hálito é a principal causa de término dos relacionamentos.

No trabalho

Se você já teve de dar um passo atrás na hora de conversar com um colega para evitar que o ‘bafo de onça’ dele alcançasse as suas narinas, a situação é mais sutil. Caso almoce com a pessoa, trabalhe na mesma equipe, divida decisões, é possível tocar no assunto de forma discreta, sem brincadeiras, para que o outro não se sinta humilhado. Caso não seja íntimo o suficiente, mas quer ajudar quem é alvo de comentários maliciosos, quem deve tomar a iniciativa é o RH. Muitas empresas têm serviço de comunicação interna para tratar tais assuntos. Há quem seja adepto também de bilhetes anônimos, cuja mensagem deve ser sutil e simpática.

Por email

Para facilitar a vida das pessoas, algumas associações e clínicas desenvolveram mecanismos anônimos de alerta via internet. A Associação Brasileira de Halitose (ABHA), por exemplo, criou o SOS Mau Hálito, e a Clínica Halitus oferece o serviço Bom Amigo X Mau Hálito, por meio do qual é possível avisar um colega mantendo a identidade sob sigilo. Em ambos os casos, basta fornecer o nome e o e-mail de alguém que sofre do problema que a entidade se encarrega de enviar um comunicado, gratuito e gentilíssimo, orientando sobre possíveis causas, formas de tratamento e explicando sobre a fadiga olfatória, que faz com que a pessoa não perceba o odor que exala de sua própria boca.


O resultado é surpreendente: pesquisa realizada pela ABHA mostra que em 99% dos casos o portador de mau hálito, embora inicialmente tenha se sentido constrangido, ficou agradecido à pessoa que tomou a iniciativa, por sentir que esta lhe queria bem.

Prevenção e tratamento

Se você não quer dar este tipo de trabalho aos seus amigos, familiares e colegas de trabalho – muito menos à cara-metade -, vale conferir a seguir algumas dicas de prevenção e tratamento dadas por José Henrique de Oliveira, cirurgião dentista e diretor do INPAO Dental (Instituto de Previdência e Assistência Odontológica), e por Maurício Duarte da Conceição, da Clínica Halitus.

O que é a halitose?

É uma alteração desagradável do hálito, geralmente causada por uma mudança nas condições fisiológicas.

O que causa?

Em 90% dos casos, a halitose está relacionada à existência de cáries e à má higiene bucal, principalmente quando há acúmulo de restos alimentares nos espaços de próteses fixas e móveis (dentaduras), entre os dentes e também no dorso da língua, local que muita gente deixa de escovar. Porém, o problema também pode ter sua origem associada a doenças respiratórias, como sinusite e amidalite; com complicações digestivas (casos de erupção gástrica, dispepsia, neoplasias e úlcera); ou até mesmo devido ao mau funcionamento do metabolismo, o que envolveria enfermidades febris, alterações hormonais e até mesmo estresse. Um bom exemplo de alteração nas condições fisiológicas acontece à noite, quando naturalmente ocorre uma diminuição do fluxo salivar. Com isso, a proliferação de bactérias na boca que fermentam restos alimentares aumenta, causando mau hálito ao acordar.

Como prevenir o mau hálito?

A melhor forma de prevenção é escovar corretamente os dentes após as refeições, principalmente à noite, antes de dormir. A utilização de fio dental e a limpeza da língua são fundamentais para evitar qualquer acúmulo de restos de comida. Já o uso de enxaguante bucal é apenas um paliativo, porque não atua diretamente na causa do problema.

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