Os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem você acompanha abaixo. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque.
– O mercado da soja em nível mundial divide atenções entre o clima para a finalização do plantio e desenvolvimento inicial das lavouras da nova safra norte-americana e os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional.
– Novidades envolvendo os biocombustíveis na Argentina também chamam a atenção. No lado financeiro, o mercado olha para os movimentos dos bancos centrais das principais economias, com destaque para a elevação dos juros nos Estados Unidos.
– Com os trabalhos de plantio da nova safra dos EUA entrando na reta final, o mercado especula com relação ao verdadeiro tamanho da área que será semeada com soja ao final de junho. O relatório de área plantada será divulgado no próximo dia 30, e deve trazer volatilidade ao mercado.
– Daqui para frente, os players centralizarão suas atenções nos mapas de previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano. O mercado climático dos EUA ganha tração, e esperamos muita volatilidade. Até o momento, podemos considerar que as condições para o desenvolvimento inicial das lavouras de soja estão dentro da regularidade, sem grandes problemas sendo reportados. Apesar disso, a onda de calor que está chegando ao cinturão produtor já chama a atenção, embora ainda seja cedo para quaisquer definições. Devemos ficar de olho nos mapas de temperatura e precipitações pelos próximos 3/4 meses. Se o clima ajudar, veremos os EUA colhendo uma safra recorde em setembro, o que pode ajudar a aliviar os estoques, o que pode pesar sobre Chicago. Já se o clima não ajudar e houver perdas produtivas importantes, os estoques voltarão a ficar apertados, trazendo suporte para Chicago.
– A inesperada mudança na política argentina de mistura de biodiesel pode trazer novos fatores para o mercado de soja, farelo e óleo. Embora a participação argentina no mercado internacional tenha diminuído nos últimos anos, o país continua sendo o principal exportador mundial de farelo e óleo. Dessa forma, é importante acompanharmos novidades sobre esse tema, pois a oferta argentina desses produtos tem potencial para mexer com o complexo soja em Chicago.
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