As inovações tecnológicas voltadas para o campo têm conquistado cada vez mais espaço no Brasil. Em culturas como a da soja, uma das principais do país e da região do Mato Grosso do Sul, essas novas técnicas foram agregadas às práticas de manejo para fortalecer a produção.
Um exemplo claro é a evolução na pulverização, partindo dos pulverizadores costais, que permitem cobertura em apenas 0,1 hectare por hora, e indo para os autopropelidos atuais com barras de quase 40 metros e que, no mesmo intervalo de tempo, possibilitam a aplicação de produto em cerca de 70 hectares.
Muita coisa está mudando em relação à atividade em terrenos acidentados que não permitem a entrada de grandes máquinas. Um exemplo é o ingresso massivo dos Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) na agricultura, os populares drones. Apesar da limitação da bateria dos modelos atuais, cuja duração não ultrapassa dez minutos, esses equipamentos são capazes de pulverizar, dependendo dos obstáculos e relevo do terreno e do vento, até três hectares por voo, chegando a seis hectares por hora.
Assim, parece claro que dispositivos voadores não têm a capacidade de substituir os autopropelidos e, sim, complementar o serviço deles. Tanto isso é verdade que empresas tradicionais de maquinários consultadas pelo Projeto Soja Brasil durante a Expodireto Cotrijal 2022 aventaram a possibilidade de incorporar drones em suas estratégias de negócio em um futuro próximo.
Os aparelhos têm um preço pouco atrativo, cerca de R$ 300 mil, o que impulsiona o uso de prestadores de serviço, onde o valor médio cobrado para pulverização fica em torno de 120 a 140 reais por hectare.
O pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge, detalha o processo “Considerando o trabalho de ir com o drone até o ponto correto, jogar o fertilizante, voltar, carregar com mais produto e recarregar a bateria, um equipamento desses tem rendimento médio de 35 a 40 hectares por dia. Esse número não é maior, obviamente, porque a pulverização precisa obedecer a certos horários do dia e condições climáticas para acontecer”, disse.
Uma pesquisa da Embrapa realizada em 2020 apontava que 59% dos produtores usavam drones para auxiliar os trabalhos em suas propriedades.
*Com informações do Canal Rural
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Aaprelhos têm sido cada vez mais usados em terrenos acidentados, onde os autopropelidos não entram - Crédito: Arpac/Divulgação/Canaral Rural/Reprodução