Potência e referência nacional, o agronegócio de Mato Grosso do Sul segue em destaque no Brasil, tendo o maior crescimento do país entre os estados em 2025. Este cenário positivo, que está em plena expansão é fruto da capacidade, tecnologia e dedicação do produtor, aliado a uma política estadual de apoio e incentivo ao homem do campo.
A unidade da federação teve o maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), tendo um aumento de 18,6%, seguido por Mato Grosso (18,5%) e Goiás (13,4%).
Estes são dados são disponíveis pela Resenha Regional do Banco do Brasil, que teve sua última atualização em fevereiro deste ano.
E em Mato Grosso do Sul, o que não faltam são exemplos positivos que ajudaram a construir esta história de sucesso no Estado. Na região de Bandeirantes, próximo a MS-245, a Fazenda Cachoeirão começou suas atividades em 1952, 74 anos atrás. Em uma região de Cerrado, a criação de gado era a única alternativa.
“Nesta época que meus pais começaram a criar gado aqui na fazenda, nem existia braquiária. Somente na década de 70 que a Embrapa trouxe (braquiária) e começou a se formar as pastagens. Foi o primeiro grande avanço na pecuária em termos de produção”, contou Nedson Rodrigues, um dos proprietários da fazenda.
Rodrigues contou que a partir de 1991 junto com seu irmão assumiram a administração da fazenda (Cachoeirão) e começaram a intensificar o processo produtivo, no entanto uma grande mudança ocorreu em 2005 quando resolveram também entrar na agricultura, mesmo estando segundo ele, em um solo fraco e arenoso.
“Encaramos este desafio e começamos a integração de agricultura e pecuária. Com todas as tecnologias disponíveis vimos que era possível conseguir fazer uma boa produção de grãos, mesmo em terras mais fracas. Fomos pioneiros aqui na região. Hoje temos uma pecuária bastante intensiva em pastagens de excelente qualidade e uma produção de grãos com ótima performance”.
O produtor cita que na pecuária faz o ciclo completo de cria, recria, cruzamento industrial, com fornecimento e melhoramento de material genético para outros criados, assim como confinamento e abatimento de animais precoces com 14 meses, acima de 20 arrobas. “Ainda promovemos a rotatividade do pasto, para que o gado sempre tenha uma alimentação de qualidade. O filé mignon é a ponta da folha”.
Na agricultura tem a produção de milho, soja e feijão, inclusive com a implantação de irrigação na fazenda, para aumentar a produtividade. Ao todo a fazenda familiar dispõe de 37 funcionários registrados, além dos terceirizados, em uma área de 7,5 mil hectares, com 22% de reserva legal e o restante dividido entre pecuária e grãos.
“É uma gestão bem profissional porque os negócios vão ficar crescendo e se você não se profissionalizar então a gente faz uma gestão bastante profissional. Já investimos também na sucessão familiar onde já temos filhos, sobrinhos também participando de administração, para dar continuação a esse legado”.
Exemplo de sucesso, Nedson avalia que o agronegócio no Estado está forte, em plena ascensão, com uma diversificação na produção, e uma política públicas bem consolidadas ao setor no Estado.
“Não depende apenas de dois produtos. Tem soja, milho, amendoim, laranja, o Vale da celulose, além da produção de carne. Não devemos pata nenhum estado, somos inclusive referência tanto em genética, como na qualidade da carne. É muito gratificante este reconhecimento. Vejo um futuro promissor, com um agro cada vez mais profissional. Só vejo caminho de crescimento”, garantiu.
Para nova geração diz que o lema deve continuar sendo “trabalho e muito trabalho”, aliado a muita dedicação, informação e tecnologia. “Eles precisam sempre estar se atualizando, olhando para o futuro para continuar este legado tão bonito construído em Mato Grosso do Sul”.
Resultados e incentivos
Para construir este cenário o Governo do Estado criou uma série de programas de apoio e incentivo ao homem do campo. Entre eles se destacam o Proape (Programa de Apoio à Produção Agropecuária), Precoce MS (incentivo a produção de bovinos de corte de alta qualidade), Leitão Vida (incentivo e fortalecimento a suinocultura), Peixe Vida (apoio a cadeia produtiva da psicultura).
Além do programa “Carne Sustentável”, que incentiva a produção de carne bovina sustentável e orgânica no Pantanal, assim como o Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água). Todos eles liderados e coordenados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
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Dados certificam o Estado como potência nacional do agronegócio - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News