Mato Grosso do Sul deve produzir 15,7 milhões de toneladas de soja, segundo o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026 divulgado nesta sexta-feira, dia 13, pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). Esse volume é 10,6% maior do que o atingido na colheita passada.
O índice de crescimento projetado na reta final, é quase o dobro do estimado no 1º levantamento da companhia para a atual safra em outubro de 2025. No início do plantio, a previsão era um aumento de 5,5% na produção, acompanhando a expansão da área plantada que teria passado de 4,2 mil na 2024/2025 para 4,4 mil hectares no atual período.
O incremento teria aparecido à medida em que a produtividade se apresentou mais elevada ao longo da safra. A primeira projeção era manter as 3,3 mil sacas por hectare alcançadas no ano anterior, uma estimativa mantida pela companhia até dezembro.
Os números começaram a mudar em janeiro de 2026, mês em que a colheita começou em meados da segunda quinzena. A produtividade já era estimada em 3,4 mil sacas por hectare, saltando para uma alta de 4,2% no comparativo com a safra passada.
Em fevereiro, a projeção foi ainda maior, alcançando uma alta de 7,8% na produtividade com estimativa de 3,6 mil sacas por hectare, números mantidos no levantamento mais recente divulgado neste mês de março.
Os dados consideram as chuvas irregulares no período que afetaram o potencial produtivo em algumas áreas, conforme o boletim de monitoramento agrícola divulgado no final de fevereiro. Já em relação à colheita, mesmo atrasada como consequência na demora no plantio, os dados mais recentes divulgados pela Conab na semana passada, apontam para 70% das lavouras colhidas.
CONDIÇÕES DAS LAVOURAS
No boletim de acompanhamento da safra de grãos no país, a Conab traz a informação de que a colheita da soja no Estado ganhou maior tração a partir do segundo decênio, ou seja, depois do dia dez. “Em partes da região oeste e sul, houve redução no potencial produtivo devido ao estresse provocado por altas temperaturas, uma vez que nas regiões e/ou pontos onde houve falta de umidade no solo a quebra da produtividade foi significativa” descreve, apontando que justamente nessas localidades afetadas pelo clima houve um ataque relevante de mosca-branca.
“De maneira geral, a cultura da soja apresenta lavouras majoritariamente em estádios reprodutivos, com bom potencial produtivo consolidado após a regularização das chuvas ao longo de janeiro e a maior frequência de precipitações em fevereiro”, detalha.
De acordo com a Conab, a umidade relativa do ar associada a temperaturas altas típicas do período, favoreceram ainda o aumento da pressão de percevejo-marrom (Euschistus heros) em algumas áreas, exigindo monitoramento intensificado e intervenções localizadas, levando em conta o aspecto fitossanitário.
Já em relação às doenças, “há ocorrência pontual de manchas foliares, sobretudo onde a umidade permaneceu elevada por períodos prolongados”, finalizou a companhia.
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Colheita da soja já passou dos 70% em Mato Grosso do Sul - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News