Menu
Busca domingo, 23 de fevereiro de 2020
(67) 9860-3221
SAÚDE

Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

05 outubro 2019 - 18h00Por Agência Brasil

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Araújo Cardoso, é verificar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LEGISLATIVO
Relatórios da Secretaria de Saúde serão apresentados na próxima semana
CUIDADOS
Corpo de Bombeiros orienta para um feriado de Carnaval em segurança
DOAÇÃO DE SANGUE
Confira o cronograma do Hemosul para atendimento de carnaval
INTERNACIONAL
China já tem mais de 2.300 casos do novo coronavírus
TJMS
Expediente no Judiciário retorna apenas na quinta-feira
CAMPO GRANDE
Justiça manda município reformar escola rural pioneira
CAMPO GRANDE
Bandidos invadem condomínio de luxo e levam joias, dinheiro e armas
CAMPEONATO CARIOCA
Flamengo e Boavista decidem primeiro turno neste sábado
SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Fronteira Segura é deflagrada no Sul do Estado
CORUMBÁ
Homem morre ao ser esfaqueado e assassino é preso

Mais Lidas

WEIMAR TORRES
Mulher morre após bater em carro que roletou avenida
JARDIM GUAICURUS
Jovem resgatada foge da UPA e tenta subir em torre mais uma vez
FÁTIMA DO SUL
Polícia prende homem que matou namorada a marteladas
FRONTEIRA
Suspeitos de matar jornalista são presos em operação