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Menopausa está vinculada aos problemas cognitivos, diz estudo

05 janeiro 2013 - 13h00

Os problemas cognitivos que afetam muitas mulheres entre 40 e 50 anos de idade parecem ser mais agudos no período imediato depois da menopausa, segundo um estudo da Universidade de Rochester, em Nova York, nos Estados Unidos.

"As mulheres, durante a transição da menopausa, se queixaram por muito tempo de dificuldades cognitivas, por exemplo, para lembrar informações ou para realizar tarefas que eram de rotina", disse Miriam Weber, neuropsicológa do Centro Médico da universidade e autora do estudo publicado na revista Menopause.

"Esta pesquisa indica que esses problemas não só existem, mas tornam-se mais evidentes nas mulheres no primeiro ano após seu último período menstrual", acrescentou.

O estudo observou 117 mulheres agrupadas em quatro categorias: etapa reprodutiva final (quando a mulher começa a notar mudanças em seu período menstrual), transição adiantada à menopausa, transição final à menopausa e etapa pós-menopausa adiantada.

As participantes realizaram diversos testes para avaliação de suas destrezas cognitivas, os sintomas relacionados com a menopausa como os "desgostos", transtornos de sono, depressão e ansiedade, além de um exame de sangue para determinar a quantidade de estradiol, um indicador dos níveis de estrogênio (hormônio feminino ligado à ovulação).

Os pesquisadores observaram que as mulheres na etapa pós-menopausa tinham um desempenho pior nas mediações de aprendizagem verbal, memória verbal e destreza motriz que as mulheres nos outros três períodos.

O estudo descobriu, além disso, que os sintomas comunicados pelas mesmas mulheres - como as dificuldades para dormir, a depressão e a ansiedade - não estão vinculados, necessariamente, com problemas de memória.

"Estas conclusões indicam que a deterioração cognitiva durante o período de transição é um processo independente mais do que uma consequência da perda de sono ou a depressão", acrescentou Weber.

"Apesar dos níveis absolutos de hormônios poderem ser vinculados com a função cognitiva, é possível que as oscilações que ocorrem durante esse período desempenhem um papel nos problemas de memória de muitas mulheres", disse a pesquisadora. "O mais importante é assegurar para as mulheres que estes problemas são normais e, muito provavelmente, passageiros."

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