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Estudo diz que é melhor ser mãe em Cuba e na Colômbia do que no Brasil

04 maio 2011 - 14h34

É melhor ter filhos em países como Cuba, Argentina, Cazaquistão, Mongólia, Bahamas e Colômbia do que no Brasil, diz um estudo divulgado nesta quarta-feira (4). A pesquisa, feita pela ONG Save The Children (Salve as Crianças, em inglês) analisou 164 nações em questões como mortalidade materna e infantil, nutrição, acesso à água potável, uso de métodos contraceptivos e também os aspectos educacionais do país.

Na lista dos países menos desenvolvidos, em que a ONG colocou o Brasil, nosso país aparece em 12º lugar, atrás de vizinhos sul-americanos: a Argentina ficou em 4º, o Uruguai em 7º e a Colômbia em 11º.

Cuba, que encabeça esse ranking, tem índices bem melhores que o Brasil em vários quesitos. De acordo com a ONG, a chance de uma mãe morrer em Cuba é de uma em 1.400, enquanto aqui a taxa é de uma em 860. No Brasil, a mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos é de 21 em cada mil nascidos vivos, já em Cuba o índice é de seis.

Levando em conta todos os países, a Noruega é o melhor lugar para ser mãe, seguida de Austrália e Islândia. Enquanto isso, Afeganistão, Níger e Guiné Bissau ocupam as últimas posições da lista. Dos dez últimos países na classificação, oito pertencem à região da África subsaariana, afirma o relatório.

– Nesses países, em média uma em cada 30 mulheres morre por causas relacionadas à gravidez. Uma criança em cada seis morre antes de completar cinco anos e uma em cada três sofre desnutrição.

Noruega e Afeganistão, de lados opostos na lista, são o exemplo do brutal contraste entre as regiões mais ricas e as mais desfavorecidas, afirma a ONG no relatório.

– Na Noruega, em todos os partos está presente pessoal médico treinado, enquanto no Afeganistão apenas 14% dos nascimentos são assistidos por pessoal especializado.

A esperança de vida das mulheres norueguesas é de 83 anos, contra 45 anos das afegãs.

A relação dos dez melhores países no mundo para dar à luz inclui ainda Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Bélgica, Holanda e França. Entre os dez piores estão República Centro-Africana, Sudão, Mali, Eritréia, República Democrática do Congo, Chade e Iêmen.

Os Estados Unidos ocupam a 31ª colocação entre os países desenvolvidos, já que são a nação rica com a maior taxa de mortalidade materna: uma em cada 2.100.

– Uma mulher americana tem sete vezes mais possibilidade de morrer por causas relacionadas à gravidez do que uma italiana ou uma irlandesa.

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