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Frequência cardíaca e respiratória sobre efeito de exercícios físicos

15 Outubro 2012 - 09h24

O coração possui sistemas autônomos de controle que permitem seu funcionamento sem qualquer influência nervosa, porém a eficácia da ação cardíaca pode ser modificada pelos impulsos reguladores do sistema nervoso central. O coração está conectado ao sistema nervoso por dois diferentes grupos de nervos, os sistemas simpático e parassimpático. O sistema simpático, quando estimulado, aumenta a frequência cardíaca, aumenta a força de contração e também aumenta o fluxo sanguíneo para suprir o aumento da nutrição do músculo cardíaco. O sistema simpático aumenta a atividade cardíaca como bomba, efeito necessário quando um indivíduo é submetido a situações de estresse, tais como, exercícios, doenças, calor excessivo e outras condições que exigem um rápido fluxo sangüíneo através do sistema circulatório. Os efeitos simpáticos sobre o coração constituem o mecanismo de auxílio utilizado numa emergência (Almeida, Araújo, 2000).

O sistema parassimpático tem efeitos como, diminuição da frequência de batimentos cardíacos, diminuição da força de contração do músculo atrial, diminuição na velocidade de condução dos impulsos através do nódulo átrio-vesntricular, retardando a contração atrial e ventricular e também a diminuição do fluxo sanguíneo para manter a nutrição do músculo cardíaco (Miranda, 2003).

Este presente trabalho tem como objetivo demonstrar a comparação de resultados entre a freqüência cardíaca e a freqüência respiratória de participantes que foram submetidos a correr e de participantes que foram submetidos a caminhar um determinado percurso.

Os dados foram coletados de cinco participantes, com faixa etária de 18 a 20 anos, aferindo a freqüência cardíaca e respiratória medidos em repouso, durante um minuto. Após a coleta destes dados, os participantes foram submetidos a correr dois lances de escada três vezes seguida, em velocidade rápida. Cada participante se pôs em repouso, e imediatamente foram coletados os dados de frequência cardíaca e respiratória, estes foram coletados em intervalos de dois minutos, durante o tempo total de dez minutos.

Na segunda etapa da coleta de dados, os cinco participantes caminharam os lances de escada em velocidade normal e foram coletados os dados igualmente aos que correram, medindo a frequência cardíaca e respiratória durante um minuto e no intervalo de dois minutos, totalizando dez minutos.
Os dados obtidos dos participantes após correrem foram:


Foi observado na comparação dos dados, que a freqüência cardíaca dos participantes após o exercício aumentou significativamente em relação à frequência obtida em repouso e a freqüência respiratória também teve aumento significativo em relação ao participante em repouso. Percebeu-se que essa exaltação das freqüências, taquicardia, ocorre nos primeiros minutos após o exercício, depois volta ao normal. Podemos observar também que os participantes que tinham um melhor preparo físico tiveram a normalização das freqüências cardíacas e respiratórias mais rapidamente que os outros que não tinham.

Essa exaltação ocorre porque o nosso organismo vai precisar de mais oxigênio para queimar os açúcares e outros nutrientes necessários para nos fornecer energia. Como estão fazendo exercício físico, as células musculares irão precisar de mais oxigênio que é levado às mesmas através do sangue. Assim, os movimentos respiratórios vão ser acelerados, para que o sangue receba maior quantidade de oxigênio dos pulmões. O coração, por sua vez, baterá mais rápido para que a circulação sanguínea circule mais rapidamente, suprindo a demanda energética das fibras musculares.

A freqüência cardíaca e respiratória dos participantes em repouso é praticamente igual em quase todos. Após o exercício físico, alguns participantes tiveram maior elevação da taxa de batimentos cardíacos, e outros demoraram mais para voltar à normalidade após o exercício. Isso se deve ao fato de alguns participantes terem um melhor condicionamento físico do que os outros. O condicionamento físico influencia no aumento ou não da freqüência cardíaca e respiratória do participante, consequentemente se o participante tiver uma vida em que executa atividades físicas, terá mais resistência ao aumento dos batimentos e em repouso após o exercício voltará à normalidade com mais rapidez.

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