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Sindicato defende implantação da pausa de degelo nos frigoríficos de Ms

28 Novembro 2012 - 19h30

O Sindmassa-MS defende a implantação da pausa de degelo nos frigoríficos de Mato Grosso do Sul já na convenção coletiva de trabalho de 2013 . A iniciativa é com base em decisão da Comissão Tripartite do Ministério do Trabalho, composta por trabalhadores, empresários e representantes do Governo Federal , que nos últimos anos debateram a Norma Regulamentadora (NR) dos frigoríficos e concluiu com êxito os trabalhos aprovando 16 artigos.

A Norma Regulamentadora beneficia mais de 15 mil trabalhadores de Mato Grosso do Sul que atuam nas indústrias de frigoríficos de carne bovina, frangos e alevinos. Na avaliação do presidente da UGT-MS (União Geral dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul) e do Sindmassa-MS, entidade representativa setor laboral da carne em 7 municípios do Estado, é uma conquista significativa para os trabalhadores e parte do Ministério Público do Trabalho, cuja normatização tem sido alvo de luta das entidades há mais de quatro anos, com a realização de Audiência Pública na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul e a produção do vídeodocumentário “ Carne Osso”, onde foram apontadas as doenças ocupacionais como Lesões de Esforços Repetitivos (LER), Artrite, Bulsite, Fibriomagia, entre outras, provocadas por jornadas excessivas de trabalho e o descumprimento da pausa para o degelo para funcionários do setor de Câmara Frias.

Para o dirigente, a NR dos Frigoríficos traz melhorias fundamentais para a saúde e a segurança da categoria, com mudanças nos ambientes de trabalho, no ritmo e no tempo de exposição, estabelecendo pausas de dez minutos a cada 50 minutos trabalhados. Com 216 subitens para enfrentar o alto número de adoecimento por condições de trabalho que atinge o setor.

A norma deverá contemplar três questões fundamentais para enfrentar a epidemia de lesões e mutilações que vem abatendo trabalhadores nas indústrias da alimentação: a redução da intensidade do ritmo e das longas e extenuantes jornadas, além de mudanças ergonômicas nos ambientes de trabalho. "Para se tornarem competitivas internacionalmente, e exportarem quatro milhões de toneladas, as empresas estão provocando enfermidades em larga escala devido à altíssima repetitividade e frequência dos movimentos ao longo da jornada.

Auditor fiscal de Santa Catarina , Paulo Serro, explicou que “após 1995 começou a aparecer o adoecimento em larga escala de punhos, braços, cotovelos e ombros. Sem descanso, pelo ritmo intenso na linha de produtividade, as articulações são danificadas". Ele viveu 27 anos dentro de frigoríficos, “antes desta tragédia toda”, a respeito da multiplicação das Lesões por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT).

O setor de frigoríficos responde atualmente a 7% do PIB brasileiro. Emprega mais de 900 mil trabalhadores submetidos a movimentos repetitivos e a um ritmo intenso e exaustivo de trabalho. Cerca de 90% da exportação brasileira de carnes é de produtos cortados em pequenos pedaços e que exigem um número enorme de movimentos repetitivos e acelerados. Segundo dados do Ministério do Trabalho somente em 2010, houve 30.000 afastamentos por motivos de doença, e 12.000 deles diretamente ligados a esforços repetitivos.

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