Menu
Busca terça, 21 de janeiro de 2020
(67) 9860-3221
CIRURGIAS PLÁSTICAS

Juiz manda prender médico Rondon, condenado por mutilar pacientes

23 outubro 2019 - 06h25Por Da Redação/Campo Grande News

Quase três décadas depois de surgirem as primeiras denúncias de mutilações de pacientes durante cirurgias plásticas feitas pelo ex-médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira, a justiça expediu nesta terça-feira, dia 22 de outubro, ordem de prisão para que ele, finalmente, cumpra pena por lesão corporal, de 13 anos e meio de reclusão. Segundo o site Campo Grande News, a defesa, porém, quer que Rondon fique em prisão domiciliar, sob alegação de necessidade de “atenção diuturna” para doenças como diabetes, hipertensão e depressão.

Para o juiz titular da 1ª Vara de Execução Penal, Mário José Esbalqueiro, não foram apresentados elementos que justifiquem a prisão domiciliar. Por isso, ele determinou o envio do mandado de prisão à Delegacia Especializada de Polinter (Sistema de Polícia Interestadual) e Capturas. Ordenou, ainda, realização de perícia médica, para apontar se o condenado precisa mesmo dos atendimentos relatados pelo advogado, Fabio Trad Filho.

A determinação do juiz de primeiro grau ocorreu no mesmo dia em que a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça avaliou o mérito de pedido de habeas corpus pedindo o cumprimento da punição em casa. O argumento apresentado foi de que Rondon, de 63 anos, depende de aplicação de insulina para controlar a diabetes, além de fazer tratamento para pressão alta e dislipidemia.

O texto diz serem necessários “exclusivo acompanhamento, medicamento, alimentação adequada e exercícios físicos individualizados”. Sem isso, opina a defesa, o cliente pode caminharia para a “morte indigna”. Atestados de dois profissionais da Medicina foram apresentados.

No começo do mês de outubro, quando o pedido foi feito ao Tribunal de Justiça, como não havia qualquer ordem de prisão para o réu, apesar de a condenação por lesão corporal não ser recente, o desembargador Ruy Celso Florence concedeu parcialmente a liminar, determinando a prisão domiciliar até que fosse decidido o juiz responsável por expedir guia de recolhimento.

Hoje, já com essa definição, o mérito do habeas corpus foi negado, ou seja, os desembargadores entenderam que a prisão deve começar em regime fechado.

Ao solicitar que Rondon não seja submetido à rotina dos presídios, o advogado alegou, notadamente, o príncipio da “dignidade da pessoa humana”, estabelecido na Contituição Brasileira. Lembrou, ainda, que o País é signatário de pactos internacionais de direitos humanos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

DOURADOS
Guardas apreendem moto com placa falsa e chassi adulterado
REGIÃO
Proprietário de rancho é autuado por desmatamento em Área de Preservação
ESPORTE
Seleção masculina de handebol estreia no Torneio Centro Sul-Americano
BRASIL
STF nega pedido de viagem a condenado na Operação Furacão
ECONOMIA
Dívidas dos brasileiros têm queda, revela Serasa Experian
STJ
Devolução de bem público subtraído não elimina ato de improbidade administrativa
BRASIL
MPF denuncia doleiro Dario Messer por evasão de divisas
INTERIOR
Polícia desvenda furtos em órgãos públicos do município e do Estado
BRASIL
Inflação dos aluguéis acumula taxa de 7,91% em 12 meses, diz FGV
POLÍCIA
Federais apontam MS como maior rota do contrabando de cigarros

Mais Lidas

DOURADOS
Homem é flagrado correndo pelado na Presidente Vargas
PARAGUAI EM ALERTA
Membros do PCC fogem de prisão em Pedro Juan; ao todo já são considerado 75 foragidos
BELLA VISTA DO NORTE
Ex-prefeito de cidade paraguaia vizinha a MS é executado a tiros
POLÍCIA
Mulheres são presas com malas ‘recheadas’ de maconha no Jardim Santo André