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ECONOMIA

Exportação de industrializados de MS registra alta há 8 meses consecutivos

10 novembro 2017 - 09h42Por Da Redação

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul registra alta há 8 meses consecutivos e já acumula, de janeiro a outubro deste ano, o montante de US$ 2,49 bilhões, o que representa um crescimento de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu o patamar de US$ 2,19 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). Apenas na comparação de outubro de 2016 com outubro de 2017, a receita com a exportação de produtos industriais aumentou em 35%, saindo de US$ 215,3 milhões para US$ 290,4 milhões.
 
Já em relação à participação relativa, no mês de outubro, a indústria respondeu por 75% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 61%. Na avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a outubro, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Siderurgia e Metalurgia”, que, somados, representaram 98,1% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.
 
O grupo “Celulose e Papel” somou US$ 829,9 milhões de receita de janeiro a outubro, apresentando uma pequena variação positiva de 0,28% em relação ao mesmo período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 827,6 milhões. O resultado alcançado é resultado, principalmente, pelo aumento das compras realizadas pela Holanda, França e Alemanha, sendo que esse último surge como novo mercado para a celulose de Mato Grosso do Sul.
 
No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a outubro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 779,3 milhões, aumento de 19% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 653,1 milhões. O crescimento observado se deu pelo aumento de 9% no preço médio da tonelada, que passou de US$ 2.530 em 2016 para US$ 2.758 em 2017, e pelo aumento de 10% no volume de carnes comercializadas. “Outro fator importante se deve ao aumento das importações realizadas pelos Estados Unidos após a abertura de seu mercado para a carne brasileira in natura”, acrescentou Ezequiel Resende.
 
Outros grupos
 
O grupo “Açúcar e Etanol” apresentou como receita de exportação de janeiro a outubro de 2017 o montante de US$ 443,5 milhões, indicando aumento de 43% sobre igual período do ano passado, quando a receita foi de US$ 310,2 milhões. Resultado influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas por Malásia, Estônia, Egito, Argélia, Bangladesh, Geórgia e Iraque, que somados apresentaram incremento de US$ 186,3 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.
 
No grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação acumulada de janeiro a outubro de 2017 alcançou o US$ 176,6 milhões, demonstrando aumento de 49% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 118,6 milhões. O resultado é reflexo da alta de 85% no preço médio da tonelada do minério de manganês, que em 2017 está em US$ 139,57 contra US$ 75,28 em 2016 e pela alta de 24% no preço médio da tonelada do minério de ferro que em 2017 está em US$ 31,75 contra US$ 25,69 em 2016.
 
Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o período de janeiro a outubro de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 99,7 milhões, indicando queda de 17% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 120,5 milhões, tendo a Tailândia e Indonésia como principais responsáveis pela redução observada, com uma retração nas compras equivalente US$ 30,7 milhões. Quanto aos compradores, os principais até o momento são Tailândia, com US$ 41,9 milhões ou 42,1%, Indonésia, com US$ 22,6 milhões ou 22,7%, Holanda, com US$ 11,8 milhões ou 11,9%, Coréia do Sul, com US$ 8,1 milhões ou 8,2%, e França com 6,3 milhões ou 6,3%.
 
Já no grupo “Couros e Peles” a receita de exportação de janeiro a outubro de 2017 totalizou o equivalente a US$ 85,3 milhões, resultando em redução de 7% sobre igual período de 2016, quando as vendas foram de US$ 91,2 milhões. Esse resultado foi influenciado principalmente pela diminuição das compras efetuadas pela China, Holanda, Hong Kong e Vietnã, que somados apresentaram redução de US$ 19,7 milhões.
 
Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia” fechou o período de janeiro a outubro de 2017 com receita equivalente a US$ 26,5 milhões, aumento de 86% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 14,2 milhões. O crescimento foi influenciado, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina, que proporcionou receita adicional de US$ 16,4 milhões.

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