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PONTA PORÃ

Durante Operação Omertá, policial civil é preso por tráfico de drogas

22 novembro 2019 - 22h20Por Da Redação

Escrivão da Polícia Civil, Rafael Grandini Salles, 35 anos, foi preso por tráfico de drogas, depois que policiais encontraram aproximadamente meio quilo de cocaína na residência dele, durante cumprimento de busca e apreensão expedido no âmbito da Operação Omertá.

Segundo o jornal Correio do Estado, o mandado foi cumprido por investigadores da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no endereço dos policiais civis Elvis Elir Camargo Lima e Frederico Maldonado, em Ponta Porã. Na casa, foi encontrada a cocaína, que foi atribuída ao escrivão, que era lotado na 1ª Delegacia do município.

Conforme informações, a residência era uma espécie de república, onde moravam policiais de outras cidades, mas que trabalhavam em Ponta Porã.

Rafael Grandini Salles foi preso em Terenos e encaminhado até a sede do Garras, na Capital, onde prestou depoimento. Ele permanece preso em flagrante.

ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS

Força-tarefa encabeçada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras)  também investiga a participação de um delegado da Polícia Civil na milícia armada supostamente comandada por Jamil Name e Jamil Name Filho. 

Entre investigados e presos ligados à segurança pública, estão guardas municipais, policiais civis e agente da Polícia Federal, além de um militar da reserva.

Procurado para falar sobre o assunto, o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, preferiu não dar detalhes sobre o assunto e disse que as apurações correm em sigilo. Entre os presos, estão os policiais Vladenilson Daniel Olmedo e Márcio Cavalcanti da Silva, que estariam vinculados diretamente ao núcleo. Os dois estão isolados no Presídio federal de Mossoró (RN), a exemplo dos Name.

Marcelo Vargas admitiu que existem mais agentes dos quais o envolvimento é alvo de apuração, mas não detalhou quantos.

MILÍCIA

A existência de uma milícia armada passou a ser considerada em maio deste ano, quando o guarda municipal Marcelo Rios foi preso com um arsenal de armas de grosso calibre, em casa que seria de propriedade dos Name. 

Em setembro, o Gaeco e o Garras realizaram a Operação Omertà, em que, entre outros suspeitos, tiveram a prisão preventiva decretada Jamil e Jamil Name Filho, que, após várias tentativas de derrubar as ordens de prisão, estão em presídio federal.

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