Menu
Busca Quinta, 23 de Novembro de 2017
(67) 9860-3221

Anatel autoriza bloqueio de 740 mil celulares 'piratas' em MS

04 Junho 2013 - 11h07

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou as operadoras de telefonia móvel Vivo, Tim, Claro e Oi a instalar um sistema que bloqueia as chamadas dos aparelhos de telefones celulares contrabandeados. Os aparelhos são comprados no Paraguai e na Bolívia e vendidos no Brasil a preços menores em camelôs.

A estimativa do Sinditele (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia), entidade que representa as operadoras, é de que, nos estados brasileiros, 20% das linhas sejam consideradas “piratas”. Com as 3,7 milhões de linhas habilitadas em Mato Grosso do Sul - conforme último balanço divulgado pela Anatel, em janeiro – 740 mil aparelhos seriam afetados no Estado.

Hoje, a legislação permite que apenas os celulares com selo de certificação da agência regulamentadora (embutido no interior do aparelho) sejam comercializados. A implantação do novo sistema fechará o cerco aos celulares contrabandeados. Funciona assim: o IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel, da sigla em inglês), código único que identifica cada aparelho, será enviado à operadora, e assim que uma chamada for efetuada, será cruzado com um banco de dados da Anatel, que vai bloquear automaticamente as ligações dos aparelhos sem certificação.

O banco de dados será implantado até o final deste semestre, conforme a Anatel, e o bloqueio começa a entrar até o ano que vem.

O que ainda está em discussão é o bloqueio de aparelhos que já foram vendidos ou apenas aqueles que forem comprados depois que a medida passar a valer.

O Sinditele acredita que os aparelhos não-homologados, que já estão em uso, não devem ser bloqueados. Ainda assim, o presidente do sindicato, Eduardo Levy, confirma que o sistema é capaz de identificar também os aparelhos piratas antigos.

###Anatel justifica que esses aparelhos costumam derrubar as chamadas
A nova regra da Anatel é motivo de polêmica e foi tema de uma audiência pública em Brasília. Há quem defenda que a compra de um aparelho pirata pelo consumidor é de responsabilidade do governo, que não foi eficiente no combate ao contrabando. Outro motivo de indignação é a crença de que a medida beneficiaria apenas os fabricantes de celular, que não enfrentariam a concorrência de marcas estrangeiras, que vendem modelos semelhantes aos brasileiros a preços bem menores.

As empresas estimam investir R$ 10 milhões para a criação e efetivação do sistema e alegam que, com a medida, irá diminuir o número de reclamações sobre os seus serviços, já que esses aparelhos possuem qualidade inferior e costumam derrubar as chamadas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LUA DE MEL
Atleta do nado curte dia de sol nas Maldivas
DOURADOS
Prefeita recebe Udam e destaca trabalho conjunto com presidentes de bairros
ASSEMBLEIA
Executivo envia três projetos à Casa de Leis nesta quarta-feira
FUTSAL
Presidente Vargas é campeão do Estadual feminino
BRASIL
CCJ dá início à tramitação da PEC que acaba com foro privilegiado
SAÚDE
"Ônibus da Saúde" leva atendimento oncológico até Fátima do Sul no próximo sábado
EDUCAÇÃO FÍSICA
Participantes do Desafio 15 Dias do Jorjão perderam 332 quilos
ECONOMIA
Dólar cai e volta a R$ 3,23 com exterior e à espera de reforma da Previdência
DOURADOS
Délia recebe entidades conveniadas e garante manter parcerias
DOURADOS
Termina amanhã as inscrições para residências no HU

Mais Lidas

CANAÃ I
Homem é preso com mais de 100 porções de pasta base
DOURADOS
Jovem é preso em nova fase de operação contra pedofilia
IVINHEMA
Fim do casamento faz ex divulgar fotos íntimas por whatsapp
JARDIM CLÍMAX
Mulher é presa suspeita de vender catuaba a menores