Menu
Busca segunda, 12 de novembro de 2018
(67) 9860-3221

Quatro índios queimados em ataque a bomba estão em estado grave

06 junho 2011 - 14h26

Na madrugada de sábado (04), um ônibus que transportava 30 alunos indígenas da etnia terena foi atacado com pedras e uma bomba caseira - um coquetel molotov. Seis pessoas, incluindo o motorista, sofreram queimaduras. Cinco delas estão internadas na Santa Casa de Campo Grande (MS) e, destas, quatro estão em estado grave. O caso aconteceu no município de Miranda, a 200 quilômetros de Campo Grande.

Os passageiros vivem em várias aldeias espalhadas pela região. O ônibus fazia o trajeto todos os dias e, no momento em que foi atacado, voltava da aula, em direção às aldeias. A bomba atingiu a frente do ônibus. O que está em pior estado é o motorista, Laércio Corrêa, de 27 anos, que sofreu queimaduras na maior parte do corpo, incluindo a cabeça.

A motivação do ataque ainda é desconhecida. Inicialmente, a suspeita era de que a violência tivesse sido praticada por um grupo de índios, em razão de desavenças entre aldeias situadas no município.

O delegado Tiago Macedo, que investiga o caso, adiantou ainda que não existem elementos suficientes para comprovar essa possibilidade, mas que ela não está descartada. Segundo o delegado, há um histórico de conflitos entre aldeias rivais na região. Ele começou a ouvir testemunhas na manhã desta segunda-feira (06).

O cacique Adilson Terena afirmou que não acredita que o ataque tenha sido praticado por índios, pelo fato de o ônibus transportar estudantes das duas aldeias supostamente rivais – Babaçu e Argola. Adilson disse que foi encontrado um chapéu na mata próxima de onde o ônibus foi atacado, e que ele não pertence a nenhum índio.

O dono do chapéu teria sido visto correndo para o matagal logo depois do ataque ao ônibus. De acordo com o cacique, a possibilidade mais plausível é de que o ataque tenha sido feito por pessoas a mando de fazendeiros - que disputam terras com os índios.

Em março deste ano, os Terena ocuparam duas fazendas em Miranda, uma delas a fazenda Petrópolis, do ex-governador de Mato Grosso do Sul, Pedro Pedrossian. A Justiça mandou a polícia tirar os índios de lá. Estima-se que seis mil índios Terena vivam em Miranda.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CÂNCER
Prefeitura cede espaço para instalação do ‘Hospital de Amor’ em Dourados
LIMINAR
Justiça determina adiamento das eleições para presidente da OAB/MS
OPERAÇÃO CAPITU
STJ manda soltar Joesley Batista e executivos da J&F presos
PESQUISA
IBGE diz que falta de pessoal ameaça plano de trabalho e Censo 2020
VOLUNTÁRIOS
Curso capacita mediadores judiciais na Comarca de Dourados
SAÚDE
HU de Dourados forma segunda turma de doulas comunitárias
BRASIL
Mandetta é cotado para ser ministro da Saúde, diz Bolsonaro
ANGÉLICA
Jovem morre atropelado durante o trabalho em pátio de usina
ECONOMIA
Dólar fecha em alta e volta ao patamar de R$ 3,75
AMISTOSOS
Rafinha Alcântara convocado para a Seleção na vaga de Casemiro

Mais Lidas

DOURADOS
Dupla é presa após tentar matar homem no Centro e fugir de abordagem pela contra-mão
ÑU VERA
Homem morre em Dourados após bebedeira
DOURADOS
Bandido coloca revólver na cabeça de mulher e rouba moto no Água Boa
TRÁFICO
Homem é preso transportando mais de uma tonelada de maconha em caminhão baú