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Queda de avião no Pantanal envolveu outra aeronave, diz Polícia Civil

12 junho 2011 - 07h22

A queda da aeronave experimental PPX-IG (do tipo Neiva Regente), no Pantanal em Mato Grosso do Sul, neste sábado (11), aconteceu depois que um Cessna 206 se aproximou para que um dos ocupantes tirasse uma foto dos que estavam no outro monomotor, segundo a Polícia Civil. A perícia será feita com apoio da Força Aérea Brasileira, já que a colisão envolveu um avião regulamentado. O inquérito deve ser concluído em trinta dias.

No acidente, segundo a Polícia Civil, morreram João Geraldo Rodrigues, 65 anos, e Dejani Machado de Oliveira, 35 anos, de Votuporanga (SP). Rodrigues era pecuarista e tinha brevê há 43 anos. Segundo o delegado Jeferson Rosa Dias, ele estava como copiloto, auxiliando Oliveira, que estava em treinamento para ser piloto agrícola.

O delegado disse que as duas aeronaves estavam a altura de dois mil metros. O Cessna se aproximou para que um dos ocupantes tirasse fotos de Rodrigues e Machado. O avião experimental tocou na hélice do outro avião, caiu e explodiu. Os dois ocupantes foram carbonizados.

De acordo o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (Cindacta 1), da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave saiu da fazenda São Joaquim com destino à Santa Lúcia, para um encontro de pilotos. No caminho, aconteceu a queda em área da fazenda Santa Mônica, a 300 quilômetros de Corumbá, próximo de Coxim, divisa de Mato Grosso.

O delegado explicou que, preliminarmente, já se sabe que houve imperícia, mas somente a investigação irá apurar responsabilidades no caso. Inicialmente, a FAB não faria parte do caso, pois só se sabia que havia um avião experimental envolvido no acidente. Com a informação de que a colisão aconteceu com um Cessna, monomotor regulamentado, a Força Aérea irá participar da investigação.

###Experiência

A reportagem do G1 conversou com a família de João Rodrigues, conhecido como JG. Uma das filhas dele, a piloto civil Thaina Rodrigues, 25 anos, disse que resolveu seguir essa carreira por causa da paixão do pai por voar. João colecionava réplicas em miniatura das aeronaves que teve. “Ele sempre me incentivou, vou continuar pilotando, mas queria ter podido aprender um pouco mais com ele”, disse, emocionada, a filha.

Thaina estava se preparando para fazer uma prova de co-piloto em Brasília quando soube do acidente que matou o pai. “Este era o terceiro encontro que ele participava, era para eu ter ido, mas tive que ficar estudando”, explicou a filha.

Segundo a jovem, o pai era muito experiente e já tinha passado por outros seis acidentes sem que nada de mais grave acontecesse. “Uma vez a hélice da aeronave em que estávamos quebrou e ele conseguiu pousar com seis passageiros sem ninguém ficar machucado”.
João Nogueira era pai de oito filhos e tinha quatro netos. O corpo do pecuarista deverá ser levado para Corumbá e posteriormente para Campo Grande, mas ainda não há previsão de quando ele será transladado.

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