Menu
Busca segunda, 20 de maio de 2019
(67) 9860-3221

Presos 15 em MT na operação da PF por desvios de verbas da saúde

16 maio 2011 - 16h52

A exemplo de Mato Grosso do Sul, também em Mato Grosso, a Polícia Federal desencadeou nesta segunda-feira, uma operação por conta de desvios de verbas da saúde. Na tarde desta segunda-feira, a PF divulgou balanço parcial da Operação Saúde (desencadeada esta manhã e ainda está em andamento) sobre desvios de verbas do setor de saúde pública em Mato Grosso, envolvendo também empresas que vendem medicamentos.

Foram presas 15 pessoas, até agora, em 13 cidades. Em Barra do Bugres 4 foram para a cadeia, em Cuiabá duas, Mirassol do Oeste também duas. Nas demais cidades houve uma prisão em cada: Rondonópolis, Tangará da Serra, Barra do Garças, Vila Bela da Santíssima Trindade, Alto da Boa Vista, Lambari do Oeste e São Félix do Araguaia. Há ordens de prisões para serem cumpridas ainda e uma delas é em Araputanga. Alguns dos presos são servidores municipais (funcionários de prefeituras).

Foram feitas buscas nas prefeituras de Araputanga, Mirassol do Oeste, Rio Branco, Lambari do Oeste e Itiquira. A lista de prisões é para 21 acusados de envolvimentos em fraudes e desvios de recursos. A PF informou que aguarda informações sobre a localização e prisão de mais 6 acusados.

Houve uma prisão também em Novo Progresso (Pará) e outro acusado está foragido.Os esquemas também ocorrem em 7 Estados, incluindo Mato Grosso do Sul. A operação está centralizada no Rio Grande do Sul. Fiscalizações da CGU realizadas entre 2009 e 2010 em 22 municípios dos estados citados confirmaram a ocorrência das irregularidades que levaram a prejuízos ao Erário de, pelo menos, R$ 3 milhões.

No Rio Grande do Sul está o maior número de presos, até agora, 25. Em seguida, vem Mato Grosso. No Mato Grosso do Sul foram presos 7 acusados e outros 6 no Paraná. Em Santa Catarina são 4.

De acordo com a CGU, as empresas envolvidas no esquema venciam as licitações, oferecendo preços baixíssimos (inexeqüíveis), preferencialmente em pregões presenciais de municípios de pequeno ou médio porte, voltados para a aquisição de medicamentos e outros insumos da área da saúde. Em muitos casos, a licitação já estava direcionada para as empresas envolvidas no esquema.

Quando da entrega dos medicamentos e demais insumos, foi constatada toda a sorte de irregularidades: quantidade entregue menor que a constante da nota fiscal; medicamentos entregues em data próxima à da expiração da validade, aditivos contratuais irregulares; emissão de nota fiscal a ser posteriormente anulada e reemitida, por isso sem carimbo dos postos fiscais e com preços superfaturados.

Os servidores municipais envolvidos realizavam os atos administrativos para o acobertamento das irregularidades praticadas, sendo que nos exames realizados pela CGU verificou-se de forma recorrente a inexistência de controles de estoque nas farmácias das prefeituras municipais.

Deixe seu Comentário

Leia Também

TJ/MS
Justiça restabelece CNH de caminhoneiro autuado no teste do etilômetro
ITAPORÃ
PM da reserva morre em acidente próximo a ponte do Rio Santa Maria
FUTEBOL
Presidente do Operário solicita arbitragem "neutra" nos jogos do returno do Brasileiro
DOURADOS
“Tenho total desconhecimento desse pedido”, diz Junior sobre cassação
ECONOMIA
Após bater em R$ 4,12, dólar fecha em leve alta
DOURADOS
Defesa fala em ‘caça às bruxas’ em caso de perda de mandato de Idenor
BRASIL
Governo está aberto a mudanças na reforma da Previdência, diz relator
AO VIVO
Câmara julga denúncia de quebra de decoro parlamentar contra Idenor Machado; assista
TRÁFICO
Morador em Rondônia é preso na BR-463 com mais de 600kg de maconha
CAMPO GRANDE
Servidor público é alvo de golpe e criminosos fazem empréstimo de R$ 77 mil

Mais Lidas

DOURADOS
Mulheres são presas ao tentar levar droga para maridos na PED
RODOVIÁRIA
Mulher é presa em Dourados com maconha que seria entregue no RS
DOURADOS
Guarda flagra adolescentes bebendo vodka durante a madrugada no Centro
EDUCAÇÃO
Inscrições do Encceja 2019 começam nesta segunda-feira