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PF prende policiais e fiscais da receita por formação de quadrilha

10 junho 2011 - 09h18

A Polícia Federal na cidade de Corumbá (MS) deflagrou na manhã dessa sexta-feira (10/06), a “Operação Babushka”, cujo objetivo é desarticular uma quadrilha composta por funcionários públicos, transportadores e comerciantes de roupas oriundas da Bolívia, os chamados “sacoleiros”, os quais, organizados em quadrilha, realizavam o transporte de mercadorias, especialmente roupas, oriundas da Bolívia, sem o pagamento dos impostos incidentes na importação, o que configura o crime de descaminho.

As mercadorias do grupo, que tinham como destino várias cidades do Mato Grosso do Sul e outras da região sudeste, especialmente a capital paulista, passavam pelo posto fiscal da Receita Estadual, chamado “Lampião Aceso”, na BR-262, sem serem revistadas, pois dois servidores da Receita Estadual e quatro Policiais Militares, que trabalhavam naquele posto faziam parte do esquema e facilitavam a passagem das mercadorias mediante o recebimento de propina.

As investigações duraram mais de um ano, sendo que durante este período foram presas duas pessoas em flagrante, apreendidos 6 veículos de passeio, 6 vans e 5 ônibus, todos carregados com mercadorias contrabandeadas, num total de mais de 20 toneladas de produtos contrabandeados. Os veículos e as mercadorias foram encaminhados para a Receita Federal do Brasil em Corumbá. Ainda ocorreram apreensões em ônibus que faziam a linha regular entre Corumbá e Campo Grande.

Estão sendo cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 6 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Corumbá e Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul. Participam das ações de hoje, 40 Policiais Federais e 16 Policiais Militares. Os Mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Corumbá.

Dentre os presos, encontram-se 4 policiais militares e 2 fiscais da Receita Estadual, sendo que a prisão dos militares está sendo executada pela própria Corporação (Polícia Militar do MS). Foram cometidos os seguintes crimes: corrupção ativa e passiva; descaminho e facilitação ao descaminho; e formação de quadrilha. Caso condenados, os indivíduos podem pegar de 8 a 20 anos de prisão. Além dos presos, outras 12 pessoas serão indiciadas, pois participaram de alguma forma do esquema.

Como a investigação iniciou-se com um objetivo, acabou alcançando outro e depois outro, num efeito surpresa para os investigadores, a operação foi batizada de “Babushka”, em alusão a uma boneca/souvenir russa, que possui outras bonecas iguais em seu interior, produzindo um efeito surpresa para quem as recebe de presente.

Mandados de Prisão: 7 em Corumbá e 2 em Campo Grande (MS).
Mandados de Busca e Apreensão: 4 em Corumbá 2 em Campo Grande (MS).

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