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TRAUMATIZADO

Não quer voltar a escola", diz mãe de criança que teve a orelha cortada

08 novembro 2019 - 22h05Por Da Redação

No dia seguinte depois de ter a orelha cortada com tesoura por um colega de classe da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), no Moreninha III, região sul de Campo Grande, a criança de 3 anos segue em recuperação, mas os danos psicológicos foram grandes, de acordo com a mãe da criança Jaine Giovana Fernandes de Araújo, de 17 anos. 

Em entrevista ao jornal Correio do Estado, Giovana conta que o menino está bastante traumatizado com a situação e não é a primeira vez que ele saiu da escola machucado, mas que nunca chegou a ser grave como o episódio que aconteceu ontem (7). “Meu filho não quer ficar perto de muitas crianças, ele está se recuperando bem, porém está muito traumatizado e ainda e diz que não quer voltar mais para a escola, ele vai ficar um tempo em casa”, disse a mãe da criança. 

Segundo Giovana, a escola alega que aconteceu fora da sala e que não viram as duas crianças saindo, quando a outra criança pegou a tesoura da decoração e cortou a orelha da vítima. Segundo ela, que já registrou boletim de ocorrência, recebeu a ligação que um colega teria mordido a orelha do filho. “De início mentiram pra mim que era uma mordida, cheguei até lá meu filho estava no colo do meu padrasto chorando  muito, e a pele da orelha dele estava descolada, na Upa ele disse que o coleguinha tinha cortado com a tesoura e a enfermeira confirmou o ferimento”, explicou a jovem. 

Já em casa, o menino de apenas 3 anos teve alta da Santa Casa e não precisou passar por cirurgia plástica. Os 10 pontos foram suficientes para fechar o ferimento, que segundo a mãe, arrancou a pele da orelha. “ No outro dia retornamos para casa, eu olhando meu filho chorando com muita dor foi bem difícil”, contou a mãe. 

NÃO É A 1ª VEZ 

Em entrevista, a mãe da criança informou que não é a primeira vez que o menino se machuca na escola - pelo mesmo colega e nada foi feito. “Meu filho já estava chegando a dias com roxos, arranhões, pequenos machucados e ele sempre disse que era o mesmo coleguinha eu já fui lá várias vezes falar com as professoras e elas só diziam que já estava se resolvendo e precisou  aconteceu isso”, contou Giovanna. 

OUTRO LADO

O Correio do Estado questionou a secretaria municipal de educação da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Elza Fernandes Ortelhado sobre o caso e o que município está fazendo para evitar ocorrências dentro das Emeis, mas a mesma se pronunciou apenas por meio de nota oficial da Semed. 

Em nota, a Semed informou que está apurando o ocorrido e que já afastou a professora da sala, as duas assistentes e a diretora da EMEI. Além disso, todas elas irão responder sindicância. 

Um técnico da Superintendência de Gestão e Normas da Reme já está na unidade para prestar assistência aos demais profissionais da Emei e auxiliar na apuração dos fatos. “A Semed reitera que todos os casos de prejuízos a integridade das crianças que estão sob a responsabilidade da Semed serão apurados com o rigor da lei”, diz a nota.

A reportagem também entrou em contato com a delegada Marília de Brito da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) responsável pelo caso, mas não conseguiu retorno. 

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