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MASSACRE EM SAN PEDRO

Ministro paraguaio promete expulsar membros do PCC após motim com 10 mortos

17 junho 2019 - 11h42Por Vinicios Araújo, com ABC Color

O ministro de Interior do Paraguai Juan Ernesto Villamayor, garantiu em entrevista ao ABC Color que o país irá expulsar todos os membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) com pendências no Brasil. A afirmação foi dita após o massacre com 10 mortos na prisão de San Pedro, cidade paraguaia distante 254 quilômetros de Paranhos.

"Vamos expulsá-los, vamos chutar todos os que têm casos pendentes no Brasil", disse ele ressaltando que serão expulsos somente aqueles com processos na Justiça brasileira, caso contrário estariam libertando criminosos. 

Durante a entrevista ao jornal paraguaio, Villamayor disse que apesar do ministério de Interiores não ser responsável pelo sistema prisional, oferece suporte ao ministério da Justiça. 

"Nós compartilhamos faltas, as responsabilidades estão divididas", disse ao comentar as demissões de autoridades e servidores da unidade penal onde ocorreu o atentado. 

Julio Javier Rios, Ministro da Justiça do Paraguai, disse que trabalha junto às autoridades brasileira na identificação dos presos membros do PCC. Ao ABC ele confirmou que a decisão de expulsão é considerada e explicou que as mortes registradas no atentado em San Pedro é resultado da rivalidade entre a facção brasileira e a organização criminosa paraguaia Rotela Clan.

Sobre o massacre, Rios disse que não descarta que a situação tenha ocorrido devido à negligência ou cumplicidade dos policiais e dos próprios guardas da prisão com os criminosos.

O atentado aconteceu ontem à noite e terminou com a morte de 10 presos, todos membros da facção paraguaia. Eles foram identificados como Nelson Pereira, Hugo Díaz, Sergio Cabrera, Carlos Segovia, Lucas Ayala, Júnior Diaz, Denis Paredes, Alcides Paredes, Bruno Cutier e José Osorio. Outros 12 detentos ficaram feridos. 

Em suas declarações, o ministro da Justiça não fez uma previsão encorajadora sobre a guerra às drogas no Paraguai. "É uma luta terrível de duas facções, o pior é que isso não vai terminar ainda", disse ele ao ABC.

Rios mencionou que, devido à presença de inúmeros internos de gangues de traficantes, o sistema prisional paraguaio está constantemente em alerta. 
"Temos membros dessas facções em 90% das prisões do país, temos aproximadamente 400 pessoas do PCC", estimou.

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