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MÁFIA DO CIGARRO

Investigado em máfia, sargento quer diretor do DOF como testemunha de defesa

14 junho 2018 - 10h40Por Da Redação

A defesa do sargento militar Ricardo Campos Figueiredo, alvo na Operação Oiketicus que investiga participação de policiais na Máfia do Cigarro, solicitou a inclusão do coronel Kleber Haddad Lane, responsável pelo DOF (Departamento de Operações na Fronteira).

Segundo o Campo Grande News, Ricardo e Haddad teria trabalhado juntos na Governadoria antes do coronel assumir o departamento em 2017.

A solicitação foi anexada ao processo, que tramita na Auditoria Militar, na última terça-feira (12) e pede a substituição de uma das testemunhas de defesa pelo ex companheiro de trabalho do sargento.

Ricardo está preso preventivamente durante a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que apura a participação de policiais militares na Máfia do cigarro.

Ricardo não tinha mandado de prisão, mas acabou preso no dia 16 de maio em flagrante por posse de arma ilegal de uso restrito e obstrução de Justiça.

Ainda segundo site, o Ministério Público denuncia que o sargento, ao visualizar a equipe do Gaeco, danificou seus dois celulares, que deveriam ser apreendidos.

Três dias depois, em 19 de maio, o policial foi solto por determinação do desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Paschoal Carmello Leandro. A decisão substituiu a prisão por medida cautelares, como comparecimento em juízo e proibição de manter contato com pessoas relacionadas aos fatos.

Mas, numa reviravolta, o desembargador José Ale Ahmad Netto revogou a liminar e restabeleceu a ordem de prisão. Ricardo está preso desde 24 de maio. A Oiketicus foi realizada em parceria com a Corregedoria Militar.

Suspeita

Conforme o Gaeco, Ricardo já tem condenação e é réu em outras ações penais. A condenação foi por crime previsto no artigo 319 do Código Penal Militar, que corresponde a retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Outro ponto destacado foi que, em 2015, ele apresentou variação patrimonial sem origem declarada de R$ 182.709. Para o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), situação a “indicar que sobreveio de corrupção”. Consulta ao Portal da Transparência, mostra remuneração de R$ 6,8 mil pelo cargo na PM e R$ 5,8 mil pelo posto de assessor. Oiketicus é um inseto conhecido popularmente como “bicho cigarreiro”.

 

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