17/09/2011 12h48 - Atualizado em 17/09/2011 12h48

Nortão: acusados de chacina contra ladrões em praça começam a ser julgados na segunda

 

Antonio Neres

Após 23 anos, a Justiça de Mato Grosso iniciará o julgamento dos acusados de participação na Chacina da Praça, ocorrida em Juara, Mato Grosso, na madrugada de 16 de janeiro de 1988, quando foram mortas três pessoas, supostamente envolvidas no assassinato do taxista João Batista Câmara, que era suplente de vereador na época. Nos dias 19 e 29 serão julgados oito envolvidos no caso. Na época o caso ganhou repercussão nacional.

Ao todo foram denunciados na época 59 pessoas, mas apenas 20 devem ser julgadas. No júri de segunda-feira, 19, serão julgados os réus Gilberto Batista Câmara, Aparecido Dias do Nascimento e José Marcolino Alves, popular Dedézão. No júri do dia 29 irão a julgamento, Gelson Alves de Andrade, Milton Gasparini Moreira, David Alves da Silva, Evaldo José de Oliveira e o ex-vereador Sebastião Teroso.

A acusação que consta na denúncia do processo no 81/2007, que na madrugada do dia 16 de janeiro de 1988, um grupo de 52 pessoas se dirigiu até a comarca de Porto dos Gaúchos, invadiram o presídio e retiraram os três homens que estavam presos naquele município. Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva, foram torturados enquanto eram levados até a praça pública de Juara, distante 50 km de onde estavam, onde, mediante faca, facões e outros instrumentos, foram mortos e pendurados de cabeça para baixo.

A população se aglomerou na praça, em frente à igreja, para assistir a chacina, que durou toda a madrugada.

O motivo alegado para o triplo assassinato, ainda de acordo com os autos, deu-se pelo fato de que, quatro dias antes, no dia 12 de janeiro, os três homens cometeram crime de latrocínio, assalto seguido de morte, contra um taxista e suplente de vereador João Batista Câmara. Após perseguição da Polícia, eles foram presos e levados para o presídio de Porto dos Gaúchos, onde aguardariam julgamento.

Esse deslocamento foi necessário porque a Delegacia de Juara não oferecia segurança, pois a população estava revoltada com o crime. Ao todo foram acusados na época 59 pessoas. De lá para cá, muitos morreram, outros ultrapassaram a idade penal, restando mais de 20 pessoas que serão julgadas em 4 julgamentos.

Nos dois julgamentos o presidente do Tribunal de Júri será o juiz João Manoel Pereira Guerra, que foi magistrado de Juara na década de 90 e conhece o processo. A defesa será feita pelo Jorge Balbino da Silva, advogado de Juara , com um auxiliar da cidade de Sinop, a acusação estará a cargo do promotor Pompilho Paulo Azevedo Neto e os jurados todos de Sinop.

Um Júri Popular de nove acusados chegou começar em Juara no dia 3 de março de 2008, porem, o Promotor de Justiça da época, Augusto César Fuzaro, pediu a suspensão do julgamento e redesiginação de uma nova data, com a justificativa de que houve quebra de incomunicabilidade dos réus.

Segundo o promotor, surgiu um boato de que tudo estava armado para a absolvição dos réus e, atendendo ao seu pedido, o presidente do Júri, o Juiz Douglas Bernardes Romão, remarcou o julgamento para 28 de abril daquele ano, porem, posteriormente acabou sendo desaforado e designado para a cidade de Sinop, onde a justiça entende que haverá maior isenção.

Veja no vídeo abaixo às imagens que chocaram o mundo

Com informações do 24 horas News/ Programa Cadeia neles

(38) Comentários

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bandido bom é bandido morto ,, / , realmente acho incrível como tem gente babaca que ainda defende bandido !!!

 
Ripper Owens em 20 de março de 2013 às 18:15

eu morava na cidade de peixoto de azevedo na epoca do crime . na minha opiniao a popolaçao da cidade de matupa foi estupida enguinorante , o pior que um ser humano pode chegar , simplesmente eles aproveitarao da situasao , isto nao e ser cidadao

 
antonio em 15 de julho de 2012 às 12:40

deverião matar eles de outra forma, acho que queimados é muito cruel.

 
dosu em 11 de junho de 2012 às 16:44

morrrrra coisa ruim tem de fazer é isso mesmo com esses badidos.

 
miller em 04 de junho de 2012 às 14:00

Certos ou errados só Deus pode julgar, podem ter certeza uma mãe chorou, familias se desestruturaram, justiça não é feita dessa forma!

 
GLEYCE em 17 de maio de 2012 às 00:15

LADRÃO TEM MORRER MESMO...PORÉM, PROMETER E NÃO CUMPRIR É COVARDIA. ISSO NUMA GUERRA É CRIME MILITAR

 
OSAMA em 15 de maio de 2012 às 13:52

relamente, essas imagens são chocantes, não desejo isso nem pros meus inimigos, as pessoas acham, há eles não mereciam isso, sinceramente eu acho q mereciam só levar uma coça, mais duvido se fosse com a familia de qualquer um, eles não desejariam isso.
mais como eles não mataram ninguem, ñ tinha pra quê fazer isso. É dessas e outras imagens q o mundo está se tornando o inferno, o dono da mão q jogou a gasolina e a do q ateou fogo tb irão ser repreendidas, e as pessoas tem q redirecionarem o seu idignamento é para esses politicos disgraçados q não estam nem ai por essas questõs, eles querem é o dinheiro deles, esses viados, eu não queimava esses politicos safados não, mais eu dava no minimo um socão q deixaria eles em coma por 2 mêses.

 
♪Junior♫ em 12 de maio de 2012 às 01:56

SE AS LEIS BRASILEIRAS FOSSEM MAIS SEVERAS COM CERTEZA ISSO NAO TERIA ACONTECIDO...PORQUE HAVERIA LEI...COMO NÃO TEM ...ACONTECE ESSAS COISAS....ELES COMETERAM CRIMES EM PESSOAS QUE TAMBÉM COMETERAM CRIMES .....ENTÃO CADEIA NELES...SE É QUE VAI TER CADEIA..!!!!

 
GENETRIZ EURÍPEDES FERREIRA MARTINS em 24 de janeiro de 2012 às 12:57

bem manoel são dois crimes em juara 1988 latrocinio e outro em matupá sequestro quase na mesma época crimes e julgamento.

 
de sirlei para manoel em 30 de outubro de 2011 às 16:42

pelo amor de Deus, não sou muito a favor da violência, mas se esses ladrões conseguissem pegar uma familia refém, eles teriam pena? duvido, muito mais se eles tivessem matado um trabalhador, com certeza estariam soltos, praticando mais crimes! as vezes se tem de fazer isso mesmo, só podar a árvore daninha não adianta, o certo é cortar a raiz! a população cansa de tanta impunidade que acaba fazendo justiça com as próprias mãos! eles procuraram por isso!

 
josefa paula em 24 de outubro de 2011 às 16:28

Meu Deus!!!! como pode alguém concordar c/ isso! não defendo ladrões... mais esses ladrões tinham uma família, e como deve ter sido a dor dessa mãe... como disse uma colega aí em cima estamos voltando a idade média... Pedir perdão a Deus???? ele foi perdoado naquele momento, como fez Jesus c/ o ladrão na cruz.... espero que os que fizeram isso tbém tenham pedido perdão....

 
marcia em 04 de outubro de 2011 às 18:16

Cada um escolhe o seu caminho... Todos sabem que aquele que luta pela espada pela espada morrerá... A justiça de Deus é plena... Não é certo a justiça feita pela própria mão, apesar do julgo se feito por um juri composto de ( 7 ) populares e sentenciado por ( 1 ) Hum... E eles foram julgados e sentenciados por muito mais de 50 populares!!! A justiça foi correta? ou eles queriam uma festa com churrasquinho?

 
Wélsynho em 04 de outubro de 2011 às 13:25

Tenho certeza de que a população está descrente com a justiça falha,e com nosso código penal arcaico da década de 40,mas dúvido que entre esses populares tenha algum santo,só o senhor é Deus e só ele pode julgar,quem não tiver pecado,que atire a primeira pedra!

 
fernando (belo horizonte,mg) em 04 de outubro de 2011 às 08:04

fica dificil explicar. se minha familia for a vitima hummmmmm dificil. espero q nenhum dos lados saia como martir. cabe a deus julgar

 
edson garcia em 01 de outubro de 2011 às 12:53

TÃO COM PENA???
LEVEM PRA VCS!!!!
TEM QUE SE FUDER MESMO!!!

 
Carlão em 22 de setembro de 2011 às 03:15

ta ficando mais dificio se as leis nao mudar vai ficar cada ves pior

 
helio em 19 de setembro de 2011 às 21:14

esse crime ja tem que prescrever tem mais de 15 anos

 
helio em 19 de setembro de 2011 às 21:11

Esta noticia esta meia distorcida pois no video diz que é em matupá o notica relata juara
o ano é 1990 o noticia relata 1988, o crime é carcere privado, a noticia relata latrocinio, muito confusa, porem foi cruel o que aconteceu.

 
manoel em 19 de setembro de 2011 às 11:37

A população só parte para a barbaridade quando há total discrença na Justiça.
Cansados de ver bandidos soltos um ou dois anos depois de matar um pai de família, resolveram fazer justiça com suas próprias mãos.
Agiram errado legalmente, sem dúvida, mas moralmente não consigo condenar aqueles que lincham assaltantes assassinos de um trabalhador.
Deveriam responsabilizar as autoridades públicas coniventes com a situação de imoralidade legal e penal travestida de garantismos, antes de julgarem esse povo.
Se o legislativo não abrandasse as penas para se perpetuarem em liberdade, ainda que surrupiando verbas públicas e se o Judiciário mantivesse os presos em seus devidos lugares, não haveria espaço para essa selvageria.

 
Jubakr em 18 de setembro de 2011 às 17:55

Nossa a maioria desses comentário são corvades, niguém merece morre dessa maneira, no brasil não existe pena de morte, eu tenho certesa que a maioria desses pessoas que mataram esses bandidos deve ter se arrependido e na minha opinão e pior do um bandindo.

 
aurineide em 18 de setembro de 2011 às 17:21
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