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CAMAPUÃ

Três dias após confusão com policiais militares, idoso morre em hospital

18 outubro 2017 - 06h36Por Da Redação

Após três dias internado na Santa Casa de Campo Grande, José Caetano dos Santos, de 75 anos, morreu. Vítima de um tiro de borracha efetuado por um policial militar de Camapuã, cidade em que morava e onde foi sepultada nesta terça-feira, dia 17 de outubro. O crime teria acontecido depois que o idoso reagiu a uma prisão, mas, para a família, o disparo que o matou foi intencional. As informações são do Campo Grande News.

O caso aconteceu na noite do dia 13 de outubro. Luciene Caetano da Silva, de 37 anos, contou à reportagem do site Campo Grande que naquele dia o pai estava ‘descontrolado’. Com um facão na mão ele teria ameaçado a esposa e a filha, que assustadas resolveram chamar a polícia. 

Na versão de Luciene, assim que viu a viatura José fugiu. Assustado ele correu para um terreno baldio próximo de sua casa e foi perseguido pelos policiais.

Os policiais, quatro militares que estavam de plantão naquele dia, carregaram José de volta até a viatura, já ferido.  Segundo a filha, o homem afirmou ter sido atingido por tiro.

Luciene lembrou que em um primeiro momento foi informada que o pai havia se machucado no arame de uma cerca, só depois os militares confirmaram que ele havia sido atingido por um tiro de borracha.

Ainda conforme o site, a vítima foi levada para o hospital da cidade pelos próprios policiais, recebeu o primeiro atendimento e precisou ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande. José permaneceu internado por três dias.

Segundo o prontuário médico, a vítima chegou ao hospital em estado grave, com um ferimento na lateral esquerda no abdômen e lesões no pâncreas e no baço. Ele foi submetido a uma laparotomia, mas em virtude a gravidade dos ferimentos não resistiu. José morreu na segunda-feira (16), às 16h30.

Outro lado

O comandante do pelotão de Camapuã, tenente Laudileu Brasilino, contou ao Campo Grande News que no dia do fato um boletim de ocorrência foi registrado e que de fato os militares usavam armamento não letal, ou seja, munições de elastômero, conhecido como bala de borracha.

Ele explicou que os militares foram chamados depois que José teria ameaçado a esposa e a filha de morte. No local, após fugir. ele foi cercado pelos militares em um terreno baldio e neste momento teria partido para cima de um dos soldados, um o facão que ameaçava a família na mão.

Testemunhas afirmaram que na hora da fuga José largou a arma. Já Luciene alegou que não percebeu se o pai ainda estava armado quando foi encurralado, já que estava escuro.

Um único disparo contra a vítima foi realizado exatamente no momento em que José teria atacado os militares.

Ele foi atingido no abdômen e socorrido para o hospital da cidade. “Aqui falaram que o ferimento era apenas de raspão e que ele seria levado para Campo Grande. Nesse tipo de armamento ferimentos superficiais são comuns. Não sabíamos da gravidade”, relatou o tenente ao site.

Na data um boletim de ocorrência de violência doméstica e resistência foi registrado pela Polícia Militar e todas as autoridades policiais foram avisadas. Agora, o caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil da cidade e também pela Polícia Militar, como explica o comandante geral da Polícia Militar, coronel Waldir Ribeiro Acosta.

 

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