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PORTO MURTINHO

Homem disse que acordou com onça pintada nas costas, diz médico

16 julho 2019 - 21h05Por G 1

O médico responsável por atender o homem de 58 anos salvo por cinco cachorros ao ser atacado por uma onça-pintada, Diego Ruiz, disse que a vítima teve quatro perfurações na região das costas e só conseguiu chegar oito horas depois ao hospital de Porto Murtinho, cidade localizada na fronteira com o Paraguai.

"Ele falou que quando olhou para trás deu de cara com a onça, e depois só lembra que acordou e já estava de barriga para baixo sentindo as patas do animal em cima das costas", relembra.

De acordo com Ruiz, a vítima estava em uma fazenda distante da cidade e por conta dos ferimentos perdeu muito sangue. Ele ficou internado na área vermelha e foi liberado no mesmo dia do ataque, no último domingo, dia 14 de julho.

" Ele relatou ter ficado tonto após o ataque e com a perda do sangue, teve dificuldade para subir no cavalo. Foram quatro perfurações e cada uma precisou de 3 pontos", explicou o médico. O homem fez exames e precisará tomar antibióticos. "Como a garra da onça-pintada tem contato com muitas presas, a chance de infecção é grande", diz o médico.

A vítima relatou que estava a cavalo acompanhado dos cães quando passou próximo a uma mata e sentiu um mau cheiro, momento que desceu e notou um porco morto.

De acordo com Ruiz, o homem disse que os cães começaram a latir e distrair o animal, que acabou fugindo. Ele nunca havia sido atacado por animais na fazenda.

Onça atacou porque defende seu alimento, diz PMA

Segundo o coronel Queiroz da PMA (Polícia Militar Ambiental), em duas outras ocasiões, funcionários de uma fazenda foram verificar mau cheiro e foram atacados por onças também, porque especialmente a onça-pintada costuma defender seu alimento:

"Ela mata a presa, depois fica se alimentando e vigiando essa carne. Essa é uma das formas em que ela pode atacar o ser humano, porque a onça-pintada não encara um ser humano adulto como uma presa, ela tende a se afastar, mas para defender seu alimento ou seus filhotes ela pode atacar", explica.

O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Panthera, Leonardo Avelino, explica que a onça pode ter interpretado a presença dos cinco cães como uma "concorrência" alimentar para a caça que protegia: "As onças costumam ficar agressivas com a proximidade de cães, a razão do ataque pode ter sido justamente a presença deles", afirma.

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