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FRONTEIRA

Cabeça de adolescente foi cortada ao meio e também estava em tambor

06 dezembro 2019 - 19h35Por Da Redação

O crânio do estudante brasileiro Alex Ziole Areco Aquino, 14 anos, assassinado na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, supostamente após uma briga na escola, estava junto com outras partes do corpo no tambor de plástico, encontrado na manhã de ontem, dia 05 de dezembro, no rodoanel de Ponta Porã.

Em entrevista chocante ontem à noite à rádio Futura FM, de Pedro Juan Caballero, a mãe do estudante, Roselaine Areco, fez apelo aos assassinos para que revelassem o local onde tinham deixado a cabeça do filho.

“Preciso encontrar, como vou enterrar meu filho sem a cabeça? Só foi encontrado seu corpinho, mas falta a cabeça. Quero que me contem onde está a cabeça do meu filho”, disse ela, em prantos.

O pedido comovente da mãe do garoto ocorreu porque, inicialmente, acreditava-se que a cabeça tinha sido separada do corpo e enterrada em outro local.

Entretanto, a reportagem do site Campo Grande News, apurou nesta sexta-feira que o legista e peritos da Polícia Civil constaram que o crânio do menino estava, sim, entre as outras partes do corpo. Ocorre que a cabeça foi separada ao meio e queimada junto com o corpo antes de ser enterrada. Os restos mortais encontrados ontem foram desenterrados e colocados no tambor, segundo a polícia.

O corpo de Alex foi liberado na tarde desta sexta-feira (06), pela Polícia Civil de Ponta Porã e está sendo velado em Pedro Juan Caballero, onde ele morava com a mãe. Filho de mãe brasileira e pai paraguaio, Alex estudava em uma escola em Ponta Porã, onde, no dia 22, brigou com outro adolescente, de 15 anos.

A briga teria sido o motivo para a morte. No dia seguinte, Alex foi sequestrado em Pedro Juan Caballero e desde então nunca mais foi visto. A família fez protesto nas duas cidades para cobrar providências. O estudante foi assassinado, esquartejado, teve o corpo queimado e enterrado. A perícia constatou marcas de tiro em partes do crânio.

Três adultos e um adolescente estão detidos em Pedro Juan Caballero acusados de sequestrar, matar, esquartejar e enterrar o corpo de Alex. Diana Clavel Pimentel Acosta, 24, a irmã dela Denise Pimentel Acosta e o irmão de 15 anos foram localizados ontem. O brasileiro Genaro Lopes Martins, marido de Diana, se apresentou hoje cedo.

Após o desaparecimento, Diana chegou a compartilhar em sua página no Facebook a notícia sobre o desaparecimento com a frase “que Deus e a Virgem o ajudem a voltar para casa”.

Genaro nega ligação dele, da mulher e dos cunhados com o crime. Em entrevista a rádios do Paraguai, afirmou que “não tem estrutura nem capacidade” para cometer o crime por ser “um simples trabalhador”.

Na casa dele em Pedro Juan, a polícia encontrou duas pás, um facão e outros materiais suspeitos. Também teria encontrado mensagens de celular sobre a morte do garoto. Policiais paraguaios ainda não se manifestaram oficialmente sobre as prisões.

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