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Bancos e lotéricas precisam de segurança, afirma Tetila

13 maio 2011 - 13h09

Porque, segundo ele, o número de assaltos a agências bancárias, casas lotéricas e nas saídas de estabelecimentos financeiros, está aumentando no país. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Contraf – mostra que, no ano passado, 23 pessoas foram mortas em assalto a bancos, e foram registrados, ainda, 1.130 sequestros, assaltos, tentativas e arrombamentos de bancos em todo o país.

O deputado Laerte Tetila quer proteger a população de Mato Grosso do Sul contra assaltantes e, para tanto, apresentou, na Assembleia Legislativa, projeto de lei que obriga a instalação de porta giratória, sistema de gravação com câmeras, vidros blindados, divisórias entre os caixas e entre as pessoas que estão na fila aguardando atendimento e os caixas eletrônicos. “Queremos que isso seja obrigatório em todos os bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito, associações de poupança, postos de atendimento, subagências e seções, assim como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas dependências”, explica Tetila.

Em alguns municípios brasileiros, esclarece o deputado, já existem lei semelhante, como em Dourados. “A minha intenção é estender essa proteção a todas as cidades de Mato Grosso do Sul”, adiante.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados, Raul Verão, considera que, se aprovada, a nova lei trará muitos benefícios, pois o crime organizado está migrando para as cidades menores.

“Os bandidos estão cada vez mais indo para o interior; com uma lei estadual a fiscalização ficaria padronizada”, salienta o presidente.

O sindicalista Raul Verão acredita que nas cidades que já contam com lei municipal o trabalho não ficará prejudicado; pelo contrário, segundo ele, “pois uma lei irá reforçar a outra; a nova lei dará segurança para quem usa a agência e até para o vigilante. Temos que estar atentos também para outras instituições que oferecem serviço bancário, como lotéricas, onde essas medidas igualmente são necessárias, uma vez que o usuário fica muito exposto”, ressalta o presidente.

O vigilante de Dourados, Cristian Aparecido de Souza Xavier, quatro anos no ramo, vê a iniciativa do deputado Laerte Tetila com bons olhos, principalmente no que se refere à proteção dos vigilantes. “Disseram que essa nova lei vai aumentar para nível III a blindagem dos coletes à prova de bala; esse é o nível mais alto, igual ao das Forças Armadas; com isso, vamos ficar mais seguros”, acredita Souza Xavier.

De acordo com o deputado Tetila, o projeto propõe que o vigilante não poderá exercer outras atividades dentro da instituição. “Em certos bancos, há alguns desses profissionais que ajudam até na distribuição de senhas; isso será proibido”, espera o deputado petista.

Laerte Tetila explica, também, que os vidros das agências receberão blindagem especial para suportar disparos de calibre 45 mm e o sistema de filmagem deverá estar conectado à geradores de energia para que as câmeras fiquem ligadas 24 horas por dia, mesmo em caso de falta de energia elétrica.

O projeto deixou, em Dourados, o servidor público federal, Davi Massi, animado. Ele mora na Reserva Indígena da cidade e é da etnia terena. “Um projeto como esse é muito importante, porque na agência a gente fica muito exposto. Pode chegar um sujeito ali armado e nos assaltar. Com esses aparelhos, pelo menos intimida os bandidos”, diz Davi Massi.

“Além disso”, acrescenta Tetila, “nosso projeto prevê que as agências estejam interligadas com um sistema de alarme para acionar as autoridades militares mais próximas no menor tempo possível e, com isso, as chances de captura dos criminosos aumentam consideravelmente”.

O projeto prevê que o estabelecimento financeiro que infringir a lei ficará sujeito à penalidades, sendo primeiro advertido e, em caso de reincidência, será multado em valores entre 10.000 à 20.000 Uferms (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul). Ou seja, de R$ 158.100,00 a R$ 316.200,00. Se persistir a infração, ainda segundo o deputado Laerte Tetila, o município poderá interditar o estabelecimento financeiro.

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