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Vírus semelhante ao Ebola já matou 115 em Angola

26 março 2005 - 13h13

Subiu para 115 o número de mortos no norte de Angola pelo foco da febre hemorrágica de Marburg, semelhante à causada pelo vírus ebola, que fez suas duas primeiras vítimas em Luanda nas últimas 24 horas, de acordo com informações de oficiais.
A pediatra italiana María Bonino morreu ontem em Luanda, na clínica Sagrada Esperanza, de acordo com o diretor do Departamento de Saúde Pública do país, Vita Mvemba. A médica cooperava com as Nações Unidas e trabalhava há dois anos em um hospital da província de Uige, foco da Marburg.
O surto desta febre começou na região em outubro do ano passado. Segundo Mvemba, cinco casos de febre de Marburg já foram registrados em Luanda, incluindo os destas duas vítimas e uma mulher grávida internada na maternidade central da cidade.
 Em Uige, a situação é estável e as autoridades sanitárias locais, ajudadas por voluntários da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos Médicos Sem Fronteira e do Centro para o Controle de Doenças da cidade americana de Atlanta, que identificou o foco, tentam conter a epidemia isolando os pacientes.
Um porta-voz do Ministério da Saúde de Angola confirmou que entre os internados no hospital provincial de Uige está um médico vietnamita, embora não se saiba se o médico trabalhava no hospital na época do contágio. Além disso, cinco enfermeiras do hospital de Uige morreram desta febre hemorrágica que é transmitida através do contato direto com fluidos corporais (sangue, urina e fezes) dos infectados.
 A representação da União Européia (UE) em Luanda anunciou ontem à noite uma ajuda de emergência de 500 mil euros para a aquisição de material de proteção para médicos, enfermeiras e outros membros da equipe do hospital de Uige que tratam dos pacientes infectados pelo vírus.
 Os doentes da febre de Marburg sofrem de diarréias agudas, em muitos casos acompanhadas de hemorragias; de dores abdominais, pulmonares e de garganta; de brotoejas em todo o corpo; e de tosse muito forte.
O vírus desta febre hemorrágica foi identificado em 1967, na cidade alemã de Marburg, onde foram contagiados vários funcionários de um laboratório que tinham realizado estudos em macacos infectados procedentes de Uganda.
A doença, que não tem cura e cujo único tratamento é o apoio sintomático e uma adequada oxigenação dos infectados, é endêmica da África, onde o maior foco, com 123 mortes, foi registrado entre 1998 e 2000 na República Democrática do Congo.

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