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Verba dos índios de MS pode estar sendo desviada

27 janeiro 2005 - 07h48

A procuradora da Funai em Brasília, Ana Maria Carvalho, que já esteve em Dourados analisando a questão da miséria nas aldeias indígenas locais, disse ontem ao Correio do Estado, por telefone, que deveria ser realizada uma auditoria para verificar se não estaria havendo um desvio de finalidade dos programas sociais levados para essas comunidades. Ela confessou que as aldeias mais beneficiadas com esses programas, em todo o Brasil, são as de Dourados, o que não justifica o quadro de miséria e a desnutrição, conforme números apresentados pelo próprio Correio do Estado no último mês de dezembro.Ana Maria Carvalho lembra que confirmou em seu relatório desenvolvido no ano de 2002, depois de denúncias do Correio do Estado, programas como o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil),  Bolsa-Escola, multimistura, óleo e leite, além do Programa de Saúde Alimentar, que entrega mensalmente mais de 1.700 cestas de alimento para os indígenas de Dourados. A procuradora sugere uma investigação na aplicação desses programas e lembra que, até como forma de evitar desvio de finalidade na época, solicitou em seu relatório que as cestas fossem entregues para as mulheres e não para os homens.Um dos pontos que teriam levado a procuradora a relatar esses fatos teria sido a suspeita, conforme os próprios indígenas, de que muitos estariam trocando a cesta ou alguns itens por bebida e quando chegavam em casa, já alcoolizados, parte do alimento já havia ficado em alguns estabelecimentos, com um colega que aceitou a troca pela bebida, ou até mesmo havia sido roubado.Ana Maria lembra ainda que citou a necessidade de um programa para combater o alcoolismo na reserva indígena, não apenas o de repressão à venda de bebidas alcoólicas, mas também um trabalho com aqueles que já estavam dependentes da bebida. O Correio do Estado chegou a ouvir, em dezembro de 2003, integrantes dos Alcoólicos Anônimos que afirmaram não ter conhecimento de qualquer trabalho semelhante em Dourados e região, mas defenderam a formação de grupos do AA (Alcoólicos Anônimos) para atuar diretamente com os indígenas. Para o AA, uma ação neste sentido, aliada a outras na área social, poderia ser o início de um processo de longo prazo que certamente traria resultados positivos. 

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