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Vacas clonadas produzem anticorpos humanos

12 agosto 2002 - 15h55

Cientistas do Japão e dos Estados Unidos clonaram vacas capazes de produzir anticorpos humanos, um avanço que poderá ajudar no tratamento de doenças. Pesquisadores já desenvolveram camundongos geradores de anticorpos, mas as vacas conseguem produzir quantidades muito maiores. No entanto, muito trabalho precisa ser feito antes dos anticorpos serem usados em humanos.
Cientistas precisam purificar os anticorpos humanos das proteínas de vaca e garantir que o produto final esteja livre de vírus animais. O processo de usar vacas como fábricas de anticorpos ainda está em fase inicial. Mas a abordagem pode evitar muitas dificuldades na produção de quantidades suficientes de anticorpos.
A pesquisa foi realizada pela Hematech, companhia de biotecnologia de South Dakota, e pela empresa japonesa de cervejas Kirin. "A Hematech e a Kirin transferiram com sucesso um importante componente do sistema imunológico humano em vacas. Isso nos dá a capacidade de produzir uma ampla variedade de terapêuticos complexos e naturais que vão ajudar as pessoas a combater muitos tipos diferentes de doenças", disse James M. Robl, presidente e chefe científico da Hematech.
De acordo com Robl, o produto feito pelas vacas é uma mistura complexa de anticorpos conhecidos como anticorpos policlonais, que podem ser usados como um suplemento ou substituto de antibióticos, compostos antivirais e vacinas. Atualmente, os anticorpos policlonais são derivados de sangue humano doado e são infundidos em pacientes para ajudar no combate às infecções.
Esses anticorpos são usados em diversos pacientes, normalmente aqueles que precisam de um reforço no sistema de defesa. E teoricamente esses pacientes poderiam ser candidatos para o produto derivado das vacas. "Ele seria particularmente útil para pacientes com dificuldades para combater doenças, como as crianças, os idosos, aqueles em recuperação de trauma ou cirurgia, outros transplantados e pessoas com certos tipos de defeitos genéticos", disse Robl. O estudo está publicado na edição preliminar online da revista Nature Biotechnology.


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