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Tudo é deixado para a última hora

24 junho 2015 - 06h25

Durante um ano, poder público e entidades de classe se reuniram, debateram e elaboraram as estratégias para a confecção de um PME (Plano Municipal de Educação) que conseguisse atingir as metas propostas dentro da versão nacional do mesmo projeto, criado pelo governo federal no intuito de melhorar a educação no país num prazo de 10 anos.

Nesse período, horas e dias foram perdidos para que se chegasse a um consenso, principalmente entre a gestão – responsável para com os outros agentes políticos ao fim do mandato – e os servidores.

Porém, os protestos realizados na segunda-feira na Câmara de Vereadores de Dourados por parte dos educadores mostraram que a discussão de pouco serviu, já que as medidas encaminhadas para apreciação e votação com regime de urgência, usando inclusive uma sessão extraordinária que vai onerar os cofres públicos, terminou sem um ‘acordo’ entre as partes interessadas.

Principalmente se levar em consideração nova acusação dos professores da falta de diálogo por parte da administração, que teria, segundo os educadores, retirado pontos importantes do projeto para que passasse na Casa de Leis.

A falta de diálogo não só nesse caso, mas em outras situações votadas e aprovadas na Câmara, tem a ver com a ‘pressa’ por conta da proximidade de datas limites destinados a esses documentos. Inconsciente? Talvez! Mas, o fator tende a se mostrar bastante proposital em se tratando dessas negociações.

Tomado esse caso como exemplo e sabedor de que o prazo máximo para votação e entrega do projeto ao Ministério da Educação era dia 24 de junho - ou hoje -, porque não encaminhar esse PME aos vereadores com pelo menos um mês de antecedência? De acordo com o MEC, o projeto deve ser debatido e aprovado junto da sociedade, porém, isso não aconteceu, ou mais intrigante ainda, aconteceu, mas foi modificado sem o debate.

É certo que cada um dos lados nessa questão tem seus conflitos e interesses, mas o fato de se fazer que as pessoas engulam medidas a longo prazo como essa é no mínimo, desrespeitoso. Talvez por isso a educação está sucateada em todo o país e deve permanecer dessa maneira por mais 10 anos.

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