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Transplante de fígado: casos mais graves terão prioridade

28 março 2005 - 11h19

O Ministério da Saúde vai modificar o critério de ordem da fila de espera para transplante de fígado. Será levado em consideração o estado de gravidade do paciente e não mais o tempo de espera na fila, critério utilizado desde 1998. Isso significa que quando houver um órgão disponível, os pacientes que terão prioridade para recebê-lo serão aqueles que apresentarem o quadro clínico mais grave.A alteração entrará em vigor em dois meses - tempo suficiente para treinamento dos profissionais que trabalham com transplante de fígado e mudanças no sistema informatizado de dados e de acompanhamento das filas. Para determinar o estado de gravidade do paciente, o Ministério da Saúde usará o sistema denominado Meld/Peld. O sistema, que já é utilizado nos Estados Unidos, permite determinar a expectativa de vida de um paciente na lista de espera. O resultado é um número de 6 a 40, do menor risco ao mais grave. Pelo sistema aprovado, pacientes com Meld superiores terão prioridade de atendimento. De 15 para baixo, o transplante imediato deixa de ser recomendado (situação de 61% da lista atual). Os pacientes, então, passarão por testes periódicos, e seu lugar na fila será determinado com base nesses resultados.A decisão de alterar o critério de realização de transplante de fígado foi tomada na última reunião da Câmara Técnica do Fígado, dia 17. A portaria ministerial oficializando a mudança será publicada em breve. A Câmara Técnica do Fígado, composta por sete médicos especialistas, foi criada no ano passado para aconselhar o ministério nessa questão. A mudança foi aprovada por cinco votos.  Para realizar a alteração do critério de espera para transplante de fígado, o Ministério da Saúde se embasou em estudo que mostrou que 61% dos 6,2 mil pacientes que estão na fila não têm indicação para receber imediatamente o transplante. São pessoas com quadro clínico muito precoce. Nestes casos, a cirurgia seria mais perigosa do que a própria doença. O estudo foi realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com as Centrais Estaduais de Transplantes, de novembro de 2005 a janeiro deste ano. Além da realização desta análise, o Ministério da Saúde levou em consideração sugestões de ONG´s, Associações Civis e Ministérios Públicos Estaduais e Federal, quanto à utilização de outros critérios para distribuição de fígado, relacionados à situação de gravidade do estado clínico dos pacientes em lista e não somente no tempo em lista de espera.  A fila por um fígado hoje tem cerca de 6,2 mil pessoas, com espera que pode chegar a 51 meses. Sem os 60% que não precisam imediatamente do transplante, esse número cai para cerca de 2.300. 

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