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Suspeita de atentado gera megaoperação; três são presos

23 agosto 2006 - 09h49

Dirigentes da administração do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul foram alertados para um risco de atentados. Um deles, o diretor do EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande, Luís Carlos Achar Ranieri, foi retirado da Capital junto com familiares por segurança. De acordo com a promotora de Execução Penal, Luciana Schenk, toda a administração está em situação de alerta por conta de ameaças.As ameaças estariam sendo feitas através de cartas endereçadas à imprensa e conversas telefônicas entre os presos, descobertas através do sistema de inteligência envolvendo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), PM2 (Serviço Reservado da Polícia Militar) e MPE (Ministério Público Estadual). Um plano para matar Ranieri foi descoberto na semana passada.Através destas investigações também foi descoberta uma quadrilha que estaria fornecendo aparelhos de celular e entorpecentes aos detentos da Máxima, porém, a Polícia ainda não divulgou detalhes de como faziam chegar aos presos. Três integrantes já estão presos, todos no Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros). São um soldado da Getam, grupo de motos da Polícia Militar, a namorada dele e uma advogada. O delegado titular, Luís Ojeda, não forneceu maiores informações sobre o caso. Ao todo, são 21 mandados de busca e apreensão, que começaram a ser cumpridos no início da manhã desta quarta-feira, em uma operação envolvendo a Polícia Civil e a PM (Polícia Militar). É investigado se há relação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).A intenção é desarticular a quadrilha, que segundo o MPE (Ministério Público Estadual), quer “desestruturar o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul”, que já opera com dificuldades, principalmente após as rebeliões dos dias 14 e 15 de maio, nos presídios de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.Segundo a promotora, as ameaças começaram a surgir no início do mês, quando o Estado “fechou o cerco” à quadrilha, através de monitoramento telefônico, entre outras ações, por causa dos rumores de uma rebelião no Dia dos Pais, o que não aconteceu.As ameaças teriam sido motivadas pelo rigor que os presos estão sendo tratados, desde que promoveram as rebeliões no Dia das Mães, destruindo parcialmente o EPSM e o PHAC (Presídio Harry Amorim Costa), em Dourados. “O castigo que eles tiveram por causa das rebeliões, essa é uma das hipóteses”, disse Luciana.No início de junho, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul recebeu uma carta assinada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). A carta, que teria sido escrita pela facção criminosa que comandou as rebeliões no Estado, e também em São Paulo e no Paraná, foi tratada pelo governo como “uma brincadeira, uma molecagem”, conforme disse na época o secretário de Justiça e Segurança Pública, Raufi Marques.Desde a deflagração das rebeliões, toda a segurança pública do Estado está em alerta. Monitoramentos estão sendo feitos em todo o Complexo Penitenciário de Campo Grande e também em Dourados. Na época da rebelião, havia preocupação especial com três autoridades, que ficaram sob segurança: o diretor da Agepen, Luis Carlos Telles; o então comandante da PM, coronel José Ivan de Almeida; e o juiz de Execução Penal Francisco Gerardo. 

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