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Só dois cursos ficam com média acima de 5 no Provão

15 dezembro 2003 - 12h24

Apenas dois dos 26 conjuntos de cursos conseguiram ir com média superior a 5 no Provão, o Exame Nacional de Cursos de 2003, quando 423.946 alunos participaram no último 8 de julho.Este ano, o MEC decidiu mudar a maneira de divulgar as notas. O que antes era por conceito, agora é por nota bruta.Só odontologia, com média de 5,6 (ou 56 na escala de 0 a 100) e fonoaudiologia (5,57) conseguiram superar a metade da nota.Outras cinco áreas tiveram pontuação entre 40 e 50 e as demais, abaixo de 40. A menor média foi registrada em letras: 19,7.Este ano, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) decidiu valorizar mais os valores absolutos de cada área com a finalidade de esclarecer sobre o significado dos conceitos atribuídos aos cursos.Pela escala absoluta, os resultados do Provão, que teve a participação de 5.897 cursos, revelam que nenhum deles obteve média acima de 80 e apenas 1,5% entre 60 e 80 pontos. Na faixa de nota entre 40 a 60, posicionaram-se 26,7% dos cursos, 58,2% de 20 a 40, e, em 11,9%, a média ficou abaixo de 20. De acordo com a escala relativa, 14,5% obtiveram A, 12,8% B, 41,6% C, 16,7% D e 12,7% E.Segundo o relatório, "o uso dessa nova escala não tem por objetivo propor um instrumento de classificação, mas mostrar exatamente o que está sendo dito quando se anuncia que um curso tem conceito A, B, C, D ou E", diz a nota."O conceito A, historicamente, significa excelência. Em uma escala de 0 a 100, significa estar mais próximo possível do 100, mas a metodologia que utiliza conceitos relativos resulta na atribuição de A para cursos cuja média obtida no Exame está muito distante de 100", diz a nota do Inep.Os resultados do Provão deste ano apontam que a nota 46,3 em administração é A, já 49,7 em odontologia é D. Em engenharia civil, uma média 50 garante um conceito A, mas em fonoaudiologia, 52,3 é C. Em matemática, 29,4 é A. "Assim, é um equívoco interpretar os conceitos obtidos pelos cursos como indicadores de um padrão único de qualidade", continua o documento do instituto.Segundo o relatório também não é possível fazer uma comparação de um ano para outro. "Os dados mostram que o A de um curso de Engenharia Civil, em 2002, era de 33,7 pontos, mas, em 2003, o mesmo A exigiu uma média 50. Com isso, o A de um ano equivale ao C do ano seguinte", afirma o texto.Diante desse cenário, a conclusão do documento é que "os conceitos são inadequados para orientar políticas educacionais e a sociedade, incapazes de direcionar ações administrativas das instituições de ensino e insuficientes para ranquear cursos".Participaram do Provão, formandos dos cursos de agronomia, arquitetura e urbanismo, administração, biologia, ciências contábeis, direito, economia, enfermagem, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia química, farmácia, física, fonoaudiologia, geografia, história, jornalismo, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, odontologia, pedagogia, psicologia e química.

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