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Sem superintendente há um ano INCRA provoca o caos no campo

16 junho 2011 - 13h03

As atividades do INCRA em Mato Grosso do Sul estão paralisadas. Nenhum processo de assentamento é executado, como também estão paralisadas as construções de casas nos assentamentos. Fornecedores e profissionais ligados a essas obras estão sem receber. “Enfim, está o caos”, desabafa Geraldo Teixeira de Almeida, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul – Fetagri/MS, que pede a ajuda dos deputados e senadores da bancada de MS em Brasília para pressionar o governo a indicar, de uma vez por todas, o novo superintendente do instituto no Estado.

O INCRA está com superintendente interino há quase um ano, desde que o então titular do órgão no Estado, Waldir Cipriano Nascimento foi preso em agosto do ano passado, juntamente com outras pessoas do órgão, acusadas de fraudar a distribuição de lotes no processo de reforma agrária.

“O problema vem se arrasando desde então. O processo de reforma agrária está totalmente paralisado em Mato Grosso do Sul desde então. A situação chegou ao limite. Está insustentável”, comentou Geraldo Teixeira que esteve esta semana em Brasília, numa reunião da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) onde voltou a pedir a intervenção da entidade junto ao governo para nomeação de um novo superintendente do instituto no Estado para que a situação volte à normalidade.

A Fetagri espera que o Ministério do Desenvolvimento Agrária, responsável pelo INCRA, promova a indicação de um novo superintendente para o órgão em Mato Grosso do Sul nos próximos dias. “Não tem por que adiar tanto essa decisão. Ainda mais agora que as trocas ministeriais foram efetuadas”, afirma Adão de Souza Cruz, secretário de Política Agrária e Meio Ambiente da federação.

Adão de Souza informou que a situação no campo está o caos sem o funcionamento integral do INCRA no Estado. “Tudo está parado e provocando sérios problemas sociais a centenas de famílias assentadas e acampadas às margens de rodovias à espera de um pedaço de terra para tocarem a vida”, afirmou.

O diretor disse ainda que apesar da boa vontade do superintendente interino e dos demais funcionários do instituto no Estado, não tem como avançar nos projetos de reforma agrária, construção das casas que envolve recursos de grande monta: R$ 44 milhões.

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